GOVERNO CORTA SUBSÍDIO DO FIES




Brasília - Uma medida provisória anunciada nesta sexta-feira (15) pelo governo do presidente interino Michel Temer alterou a forma de remuneração dos bancos ligados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e gerou preocupação em entidades que representam as faculdades privadas. Para o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior de São Paulo (Semesp), a mudança, que prevê mais custos às instituições de ensino, pode ter impacto nos reajustes das mensalidades para 2017.
A nova medida estabelece que parte da remuneração aos bancos, o equivalente às taxas administrativas, seja custeada pelas faculdades que participam do programa. Antes, era o próprio governo quem pagava por essas despesas. Com a mudança, a estimativa é que haja economia de R$ 400 milhões por ano.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo o texto, que altera a lei do Fies, de 2001, o valor mensal a ser pago será de 2% sobre o saldo do crédito liberado às instituições de ensino. Para o ministro da Educação, Mendonça Filho, a medida era necessária para manter o programa. "Sem isso, teríamos o colapso do sistema. As 75 mil novas vagas oferecidas [neste semestre] seriam inviabilizadas."
A inscrição dos aprovados no Fies para o segundo semestre de 2016 começou nesta sexta-feira (15). São 75 mil vagas para as bolsas do programa, com um custo total de R$ 468 milhões, segundo o MEC. Os pré-selecionados devem fazer a inscrição pelo sistema eletrônico do Fies e concluir esta etapa do processo até a próxima quinta-feira (21).
Natália Cancian e Machado da Costa
Folhapress/FOLHA DE LONDRINA
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