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Ex-prefeito de Cornélio Procópio é acusado de improbidade administrativa

A 3ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) ajuizou ação civil pública na terça-feira (9) por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito da cidade Fred Alves (PSC) e outros quatro ex-agentes públicos. A irregularidade foi na contratação de uma empresa que vendeu enfeites de Natal para o município em 2014. O promotor Caio Santana Di Rienzo requereu à Justiça a decretação de indisponibilidade de bens no montante de R$ 293.694,40. Entretanto, esse pedido foi negado pelo juiz Guilherme Kikuchi na noite dessa quarta-feira (10).

As supostas irregularidades no certame levaram a Câmara Municipal de Cornélio a instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida como "CPI do Isopor", que culminou na cassação de mandato de Alves em setembro de 2016.

O contrato é referente à aquisição de 50 caixas de isopor, com capacidade de 170 litros cada uma, no valor total de R$ 6,8 mil. De acordo com a apuração do MP (Ministério Público) do Paraná, com o objetivo de quitar dívida com empresa que vendeu enfeites de Natal para o município em 2014, o ex-prefeito, em conjunto com os demais agentes públicos requeridos na ação, dirigiu procedimento de compra direta para contratação do citado fornecedor. A justificativa é de que seriam necessárias para o carnaval de 2015.

Os demais agentes públicos citados foram o ex-assessor jurídico, o ex-diretor de Cultura, o ex-diretor de Administração e a ex-controlador-geral do Município.

OUTRO LADO
Em entrevista à FOLHA, O ex-prefeito de Cornélio Procópio alegou que foi vítima de uma perseguição política por parte dos vereadores e adversários políticos da última legislatura. "Não há o que se falar em ressarcimento porque não houve prejuízo aos cofres municipais." Alves informou que assim que soube da irregularidade exonerou os responsáveis dos cargos e pediu investigação pelos órgão de controle interno. "Entrei com pedido de devolução e não houve prejuízo ao erário. Infelizmente, apesar de eu ter provado minha inocência durante investigação na Câmara, sofri um julgamento político." O ex-prefeito disse ainda que terá a chance de provar sua inocência no âmbito judicial. A defesa dos demais réus não foi localizada.
Guilherme Marconi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA

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