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Só três deputados(Dep Turini é um deles) compareceram a todas as sessões da AL em 2017

Curitiba – Apenas três dos 56 deputados estaduais que exerceram mandato na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná em 2017 compareceram a todas as 122 sessões ordinárias realizadas. O levantamento foi feito pela FOLHA, com base no acompanhamento do Portal da Transparência da Casa. Juntos, os parlamentares registraram 89,59% de presença, média um pouco maior que a do ano anterior, de 89,32%, e menor que a de 2015, de 92,52%. Foram 686 faltas somadas, sendo 458 justificadas e 228 não justificadas.

Felipe Francischini (SD), Tercílio Turini (PPS) e Pastor Edson Praczyk (PRB) foram novamente os campeões de assiduidade. Novato, o representante do Solidariedade nunca faltou a uma plenária desde que tomou posse, em fevereiro de 2015. Os outros dois também são "figurinhas carimbadas" nos rankings positivos. Turini obteve 100% em 2016 e 2015 e Praczyk só se ausentou uma vez nos últimos três anos (mantendo índice de 99,17% na pesquisa anterior). Completam a lista dos cinco mais presentes Gilberto Ribeiro (PRB) e Nelson Luersen (PDT), com médias de 98,36% cada.

Já Chico Brasileiro (PSD), com 51,61%, Nelson Justus (DEM), com 65,57%, e Luiz Carlos Martins (PSD), com 72,95%, foram os mais faltosos. A classificação negativa tem ainda, na sequência: Cantora Mara Lima (PSDB) e Plauto Miró (DEM), com 77,87%, Pedro Lupion (DEM), com 81,97%, Élio Rusch (DEM) e Maria Victória (PP), com 82,79% cada, Jonas Guimarães (PSB), com 83,61%, e Ademir Bier (PMDB) e Cristina Silvestri (PPS), ambos com média de 84,43%.

Março foi o mês com o maior percentual de faltas: 17,28%. Os políticos perderam, juntos, 112 plenárias, média superior a duas, das 12 realizadas. Quem compareceu ao trabalho na AL participou de acaloradas discussões sobre a Operação Carne Fraca, relativa a um megaesquema de adulteração de carnes e derivados; o reajuste de 25,63% nas tarifas de água e esgoto no Paraná; e o arquivamento da representação contra o governador pela "Batalha do Centro Cívico, ocorrida no dia 29 de abril de 2015, em Curitiba.

Anterior ao recesso de meio de ano, julho também foi mês de ausências: 48, ou 12,7%. Em seguida, vêm abril, com média de 12,04%, e maio, com 10,54%. Por outro lado, a Casa esteve "cheia" em fevereiro, quando começou o ano legislativo. O índice de comparecimento foi 94,18%.

Apesar de a AL possuir 54 cadeiras, a reportagem considerou as 5.902 presenças computadas de 7 de fevereiro a 19 de dezembro. Houve, no período, dois trocas-trocas. Chico renunciou em abril, para assumir a prefeitura de Foz do Iguaçu (Oeste). Em seu lugar, tomou posse o primeiro suplente da coligação, Delegado Rubens Recalcatti (PSD).

A segunda mudança do ano se deu quando Ratinho Jr. (PSD) retornou ao Legislativo, em outubro, após deixar a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu). Quem saiu então foi Luís Corti (PSC). As presenças dos quatro foram consideradas de forma proporcional ao número de sessões em que eles constavam como deputados.

Oficialmente, quatro argumentos são aceitos pela Mesa Executiva para abonar faltas: doença, com apresentação de atestado médico; viagem acompanhada do governador; evento com ministro de Estado e representação da Assembleia. Dos citados, Miró ocupa a primeira secretaria e Guimarães é o segundo secretário. Em tese, nas demais situações os deputados têm descontado 1/30 (um trinta avos) de seus vencimentos (R$ 25,3 mil), representando aproximadamente R$ 830 por falta.

O artigo 60 do regimento interno, entretanto, autoriza o presidente da AL, hoje Ademar Traiano (PSDB), a desconsiderar uma ausência não justificada por mês de cada político, mediante requerimento. É importante lembrar, ainda, que o registro no painel eletrônico é feito minutos antes do início da análise da pauta, a chamada ordem do dia. Ou seja, não são levados em conta os casos em que os legisladores só entram no plenário na hora de votar.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA

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