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AL volta do recesso com vaias e sessão relâmpago

Presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), encerrou a sessão durante vaias dos professores ao discurso do secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni


Curitiba - A primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná, em 2018, durou pouco mais de 40 minutos nesta segunda-feira (5). O secretário-chefe da Casa Civil, deputado federal Valdir Rossoni (PSDB), esteve na casa de leis para ler a mensagem e o plano de governo enviado pelo governador Beto Richa. Ao som de muitas vaias de professores e funcionários do Processo de Seleção Simplificado (PSS), que ocuparam as galerias do local, Rossoni teve dificuldades para concluir a fala e a sessão foi dada por encerrada, antes do previsto, pelo presidente do Legislativo, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB).

Os servidores são contrários aos salários anunciados pelo Executivo para contratação de professores, pedagogos e tradutores e intérpretes de Libras, por meio do PSS. Rossoni foi vaiado em diversas oportunidades, principalmente quando disse que a "prioridade número um desse governo é a educação". Mesmo assim, não se intimidou, pediu para continuar o pronunciamento e afirmou que não esperava por aplausos.

"Nós estamos no caminho certo, se nós fossemos aplaudidos hoje aqui, pode ter certeza que teríamos que rever as nossas ações na educação. Ao ser vaiado, eu saio com a certeza absoluta de que eu estou fazendo diretamente um trabalho em todos os núcleos de educação e me reunindo com diretores e professores eu percebo que eles não comungam dessa baderna que ocorreu aqui", ressaltou Rossoni.

Diante das vaias, o presidente Traiano advertiu os manifestantes que, se não parassem com o barulho, ele encerraria a sessão antes do esperado, baseado no regimento interno da AL. Como o pedido não foi atendido, o chefe do Legislativo declarou lida a mensagem e finalizada a sessão.

"Existem limitações. O momento que o Brasil vive hoje é totalmente diferente de outras épocas e, portanto, tem que se compreender que é muito melhor manter e se preservar um salário do que querer conquistar alguns avanços que o Estado não poderá pagar", analisou Traiano.

Reivindicação 
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), existiu uma redução de salários dos contratados pelo regime PSS, com uma queda de 13% a cada hora trabalhada. Os servidores ainda pedem pelo reajuste no auxílio transporte e alimentação, além da revisão da data-base em 8,53%.

Em resposta, a Secretaria de Estado da Educação (SEED) explicou que os funcionários contratados ao longo de 2018, por meio do PSS, receberão vencimento mensal de R$ 3.281, dividido em R$ 2.445 de salário e R$ 826 de auxílio transporte. A SEED afirma que o valor está acima do piso nacional para a categoria.

"O governo tem um limite com gastos de pessoal. Nós hoje temos possibilidade de fazer investimentos e do outro lado temos dificuldades para dar avanços nos salários, porque nós temos a Lei de Responsabilidade Fiscal, se não nos ativermos a esse limite o Paraná perde muito e não podemos dar prejuízos aos paranaenses, temos que continuar investindo e cumprindo a lei", destacou o chefe da Casa Civil.
Francielly Azevedo
Especial para a FOLHA DE LONDRINA

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