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A corrida eleitoral depois da desistência de Osmar Dias

A desistência de Osmar Dias modificou completamente o quadro da disputa eleitoral no Paraná. Se antes tínhamos três candidaturas fortes, agora é preciso esperar as pesquisas para saber como ficou a corrida. O próprio Ratinho Jr, principal beneficiário da saída de Osmar Dias porque Alvaro Dias preferiu apoiá-lo ao irmão, preocupa-se com o triunfalismo em suas hostes.

Ratinho Jr tem razão. Ninguém pode responder, por exemplo, para onde estão a migrar os votos de Osmar, que chegou a pontear nas pesquisas de opinião. Também ainda não foi avaliado o peso que terá o apoio de Alvaro Dias ao projeto de Ratinho Jr. E, principalmente, dificil dizer com quanto está a largar o candidato do MDB, recém lançado, João Arruda. Mas podemos deduzir sobre algumas evidências:

1 – Com três candidatos fortes — Cida Borgheti, João Arruda e Ratinho Jr — mais uma penca graúda de médios e nanicos, é muito provável que tenhamos segundo turno.

2 – A candidatura de Cida Borgheti decolou e está no páreo com chances muito concretas de chegar ao segundo turno. Impressionante seu empenho no trabalho, como governadora e como candidata. Seu problema principal é o fardo de rejeição que representa o vínculo com Beto Richa, sem dúvida o candidato mais rejeitado e que insiste em figurar na chapa dos majoritários.

3 – João Arruda tem um grande eleitor para alavancar sua candidatura na largada. Requião e o MDB ainda representam uma força considerável no Paraná. O MDB é o partido que tem maior estrutura capilarizada no Estado. Em seus quadros há prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e ex, e uma infinidade de líderes municipais expressivos. Se a candidatura de Arruda empolgar, começará a mover este grande animal político que andou emperrado nas últimas eleições.

4 – Ratinho Jr é o candidato que se lançou primeiro e tratou de estruturar sua campanha atraindo quadros e partidos que formam hoje uma enorme corrente. Como secretário de Desenvolvimento dos Municípios fez de muitos prefeitos seus aliados atuais. Ninguém duvida que é hoje a principal força na disputa. Mas, como ele mesmo diz, ainda não é hora de cantar vitória. Afinal, há dois turnos pela frente. E o segundo representa uma nova eleição, completamente diferente das condições da atual no primeiro turno.

Blog do Fábio Campana

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