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Estudantes da UTFPR constroem carro para competição

Equipe de construção do baja: carenagem é feita com resina proveniente de mamona e fibra de canho
Há alguns meses, 45 estudantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Cornélio Procópio, se debruçam sobre a construção de um veículo: o baja, um carro "off road", que irá concorrer com outros 23 modelos parecidos no Campeonato Regional Sul, que acontecerá em Pato Branco, neste fim de semana. O evento reúne equipes de instituições com cursos de engenharia, e analisa requisitos dos veículos, como: segurança, projeto, submissão a provas dinâmicas e, o grande atrativo, uma corrida, onde os carros devem ultrapassar obstáculos com rampas, buracos, lama, etc.

A competição é organizada pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil) e impõe como exigência para participação o fato de o carro ser projetado e construído exclusivamente por alunos. "O professor não pode pôr a mão. Nós damos apenas coordenadas", conta Emillyn Trevisani Olivio, orientadora do Procobaja SAE, projeto de extensão da universidade, criado em 2015, para elaboração do veículo.

"O carro foi projetado com simulações em computador. Tudo foi calculado, até a força que um parafuso irá suportar. Fizemos a carenagem, com trabalho de usinagem, dobramento, e a montagem", fala o estudante de engenharia mecânica, Guilherme Pereira Bacil. As equipes podem buscar recursos externos para comprar peças e ferramentas. A Procobaja tem patrocínio da Conti Cola, Starret, Ciser e Sandvik. "Nosso baja custou R$ 50 mil, mas sempre aceitamos mais ajuda", explica a professora.

No grupo há seis garotas, entre elas Gabriela Marsura, da engenharia mecânica. Ela conta que não se incomoda com a predominância masculina. Atualmente trabalha com a suspensão e direção do carro. "Meus pais gostam de ferramentas, então acabei indo para essa área naturalmente."

Esta é a sétima competição que o Procobaja participa. A equipe tem duas vitórias em competições entre UTFPRs. O carro que irá para Pato Branco é o segundo feito pelo projeto. Entre as inovações está o material que compõe a carenagem, com resina proveniente de mamona e fibra de canho. "Por ser orgânico traz menos impacto ambiental. O projeto baja visa não só a compreensão mecânica, mas também pesquisa, inovação e empreendedorismo", diz o aluno de engenharia mecânica, Rafael Moraes.


Rubia Pimenta
Especial para a FOLHA DE LONDRINA

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