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Startups do agro trazem inovação sem limites

Um estudo da Associação Brasileira de Startups aponta que o Paraná é um dos cinco estados brasileiros que concentra o maior número de agtechs do País. O Estado concentra 10% desse movimento recente - mas intenso - que por meio de tecnologias ligadas ao agro dentro de um ecossistema que respira inovação, está transformando a agropecuária mundial, independentemente se estamos tratando da produção de olerícolas numa pequena propriedade ou confinamento de gado em áreas altamente valorizadas, por exemplo.

Uma ideia multidisciplinar de jovens engajados em diferentes áreas da tecnologia, associada a uma aceleradora ou incubadora, com a mentoria correta de instituições de pesquisa, cooperativas ou outros players do setor é fundamental para que esse ecossistema funcione de forma efetiva. Londrina, sem dúvida, tem sido um case de sucesso e três anos após realizar o primeiro hackathon voltado ao agro do País, começa a colher frutos importantes. Esta semana, durante o evento Agro Bit Brasil, a Folha Rural encontrou tecnologias promissoras de aproximadamente 70 startups que, sem sombra de dúvida, têm todo o potencial para galgar espaço no agronegócio e fazer parte do dia a dia de produtores.

Foram dois dias intensos no Parque Ney Braga, em um espaço criado para debater, apresentar e aproximar os produtores rurais e players do agronegócio à tecnologia e informações disponíveis nesta área. Foram realizadas cerca de 50 palestras, com especialistas vindos de vários estados do País, além da Austrália, Estados Unidos, Israel, França e Paraguai. A reportagem conversou com jovens de diferentes perfis e formações profissionais, que juntos estão engajados em emplacar tecnologias e serviços no agro, que no ano passado cresceu 13%.

Para um dos precursores desse movimento na cidade e atualmente secretário da agricultura do Estado, George Hiraiwa, toda essa movimentação do ecossistema londrinense, que segundo ele, "começou quase de forma intuitiva", está no caminho certo. "Um fato que destaca a SRP Valley e que faz com que a cidade tenha muita sorte é que estamos em fase de construção de outros ecossistemas também. Entram as engenharias, tecnologia da informação, e isso ajuda a consolidar o ecossistema do agro", explica.

Ele ressalta que o trabalho precisa ser intenso e - a partir do momento que se tem uma estabilidade - as startups começam a se estabelecer, de fato, como negócio. "É a partir desse momento que entram os grandes validadores das tecnologias, que são os agricultores e as cooperativas. O Agrobit, por exemplo, foi concebido numa visão em que no primeiro semestre realizados os hackathons e no segundo semestre uma grande feira mostruária, apontando as tecnologia ao usuário final, os produtores. Ele percebe então que uma startup pode trazer eficiência ao seu negócio."

Após retornar da EuroTier, maior evento de inovação e maquinário para produção animal do mundo que acontece na Alemanha e terá uma versão no Paraná em 2019 (leia mais na página 7), Hiraiwa não tem dúvidas que o Estado está no caminho certo. "Vejo com otimismo e me impressiono com a rapidez nas adesões (das tecnologias). Tudo remete ao dia a dia, como hoje andamos de Uber, utilizamos a Amazon ou o AirBnB. Todo esse movimento quebra paradigmas de disrupção. A próxima revolução do agro vai acontecer em cima das plataformas de inovação", finaliza. 

FONTE - Victor Lopes
Reportagem Local - FOLHA DE LONDRINA

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