Assessor de deputado liderava rede de contrabando no PR
A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quarta-feira (25), em cinco
municípios do Paraná, 40 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão
preventiva contra acusados de participar de uma quadrilha especializada
em contrabando de cigarros e exploração de jogos de azar. Até as 11h de
hoje, pelo menos dez pessoas já tinham sido presas, incluindo oito
policiais militares, um investigador da Polícia Civil e um auditor da
Receita Federal.
De acordo com o delegado da PF José Alberto de Freitas, coordenador da operação, chamada de Fractal, as ações ilegais eram lideradas pelo assessor de um deputado estadual e por oficiais da Polícia Militar (PM) ocupantes de postos chaves. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, pois, segundo ele, as investigações correm em segredo de Justiça. Foram expedidos ainda outros seis mandados de prisão temporária e 29 mandados de condução coercitiva.
As ordens judiciais são executadas nas cidades de Curitiba, Maringá, Medianeira, Foz do Iguaçu, Faxinal e Matinhos. Há também ações em Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul, e Laguna e Joinville, em Santa Catarina.
"As mercadorias vinham do Paraguai, entravam pela fronteira, seja em Foz do Iguaçu ou Guaíra, e percorriam as estradas do Paraná. Policiais faziam a facilitação para que tivessem seu trâmite de maneira tranquila, ou seja, que os veículos que trafegavam não fossem incomodados. E, através de sua influencia política, (os integrantes da quadrilha) tentavam promover lotações que interessavam à rede. Quando se sentiam ameaçados pela modificação ou troca de comando, tentavam interferir nas nomeações para perpetuar as práticas delituosas", relatou Freitas.
Investigações - A PF informou que iniciou a investigação em 2010, após representação do Ministério Público Federal (MPF) de Umuarama. Os valores oriundos da corrupção e repassados ao assessor e seus contatos ultrapassariam centenas de milhares de reais. A PF informou também que a movimentação possibilitou a obtenção de grande patrimônio por parte dos integrantes da quadrilha. Parte dos imóveis, bem como valores, foram bloqueados por decisão judicial.
Um balanço completo da operação deve ser divulgado no início da tarde. A investigação segue realizando outras diligências. (Atualizado às 12h18)
BONDE
De acordo com o delegado da PF José Alberto de Freitas, coordenador da operação, chamada de Fractal, as ações ilegais eram lideradas pelo assessor de um deputado estadual e por oficiais da Polícia Militar (PM) ocupantes de postos chaves. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, pois, segundo ele, as investigações correm em segredo de Justiça. Foram expedidos ainda outros seis mandados de prisão temporária e 29 mandados de condução coercitiva.
As ordens judiciais são executadas nas cidades de Curitiba, Maringá, Medianeira, Foz do Iguaçu, Faxinal e Matinhos. Há também ações em Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul, e Laguna e Joinville, em Santa Catarina.
"As mercadorias vinham do Paraguai, entravam pela fronteira, seja em Foz do Iguaçu ou Guaíra, e percorriam as estradas do Paraná. Policiais faziam a facilitação para que tivessem seu trâmite de maneira tranquila, ou seja, que os veículos que trafegavam não fossem incomodados. E, através de sua influencia política, (os integrantes da quadrilha) tentavam promover lotações que interessavam à rede. Quando se sentiam ameaçados pela modificação ou troca de comando, tentavam interferir nas nomeações para perpetuar as práticas delituosas", relatou Freitas.
Investigações - A PF informou que iniciou a investigação em 2010, após representação do Ministério Público Federal (MPF) de Umuarama. Os valores oriundos da corrupção e repassados ao assessor e seus contatos ultrapassariam centenas de milhares de reais. A PF informou também que a movimentação possibilitou a obtenção de grande patrimônio por parte dos integrantes da quadrilha. Parte dos imóveis, bem como valores, foram bloqueados por decisão judicial.
Um balanço completo da operação deve ser divulgado no início da tarde. A investigação segue realizando outras diligências. (Atualizado às 12h18)
BONDE

