Sem coveiro, famílias cavam as sepulturas para enterros no Paraná
Caso ocorre em Barra do Jacaré, na região no norte do estado.
Coveiro
aposentou-se em janeiro, e prefeitura não contratou substituto.
A última morte registrada na cidade foi no domingo (24) com uma mulher de 71 anos. Os familiares ficaram indignados com a situação, e precisaram da ajuda de amigos para abrir e fechar a cova. “Já deviam ter colocado um coveiro no lugar. Sabendo que um ia sair, teria que colocar outro”, reclamou uma das netas da mulher.
O vereador Roberto de Freitas Aguiar (PT) informou que o problema será debatido na Câmara Municipal. “Vamos entrar com um requerimento, discutindo na câmara para que isso não aconteça mais. Hoje, a gente tem que marcar hora pra morrer aqui na cidade, e a família tem que cavar a sepultura antes. É um descaso total”, apontou Aguiar.
A prefeitura informou que, enquanto não realiza a contração de um novo funcionário, seguirá remanejando funcionários municipais para o cargo. Além dos enterros, o coveiro também realiza a limpeza e faz pequenos consertos no cemitério. O salário é de pouco mais de R$ 800.

