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Consumo de energia crescerá 18% mais que a média nacional

Projeção da Copel para o Estado leva em conta o bom momento do agronegócio e da agroindústria paranaenses
Ricardo Chicarelli
Fabricação de produtos alimentícios é um dos segmentos com maior participação no consumo industrial
Puxado pelos bons ventos que sopram sobre o agronegócio e a agroindústria paranaenses, o consumo de energia elétrica no Estado deve crescer 4,5% neste ano, segundo projeção da Copel. Isso representa um aumento 18% maior que o previsto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o País (3,8%). No ano passado, o crescimento do consumo no Paraná, na comparação com 2012, foi de 4,2%, e no Brasil, de 3,5%. Ou seja, o consumo cresceu no Paraná 20% a mais que na média brasileira. 

"Vamos crescer 4,5% neste ano principalmente por causa do aumento da produção baseada no agronegócio. A fabricação de produtos alimentícios é um dos segmentos com maior participação no consumo industrial", afirma a gerente de Estudos de Mercado de Energia da Copel, Margarete Pisetta de Almeida. Segundo ela, outros segmentos, como o de fabricação de produtos de borracha, de madeira, e celulose, também têm peso significativo nesta conta. 

Quando se compara o aumento de consumo exclusivo do setor industrial, a conclusão é que a indústria paranaense foi muito melhor que a média brasileira em 2013. Aqui, o crescimento foi de 4,4%, contra apenas 0,6% da média nacional. 

Já o crescimento de gasto de energia elétrica nas residências paranaenses, segundo a Copel, será menor esse ano, de 4,4%, contra 5% verificado no ano passado. Mesmo assim, pelas projeções, será maior que o do País (4,1%). Segundo a gerente, o consumo residencial vai aumentar no Paraná sobre uma base muito alta. "Nos últimos anos, o consumo médio dos consumidores residenciais tem crescido muito em função do aumento da renda da população e da compra de equipamentos eletrodomésticos, que consomem mais energia", declara. Para ela, existe uma "saturação" e as vendas desses produtos crescerão menos daqui para a frente. 

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, diz que a Copel está certa em prever um aumento maior do consumo pela agroindústria. "No setor que eu represento, o crescimento projetado para este ano é de 6%, devido ao aumento das exportações e a um maior consumo de proteína também no mercado interno, que é natural", afirma. 

Segundo Martins, a avicultura paranaense vem crescendo em "ritmo chinês". "Os anos de 2012 e 2013 foram mais modestos, mas voltamos agora a crescer acima de 5%. O crescimento será maior se não houver elevação dos preços de nossos insumos. Nós temos a melhor proteína (de frango) com o melhor preço do mundo", ressalta. 

O presidente do sindicato aproveitou a entrevista para cutucar a Copel. Ele afirma que a atividade avícola teria maior produtividade não fossem os valores cobrados pela companhia estadual de energia no horário de pico (entre 18h e 21h). "Neste horário, o preço é dez vezes maior que no horário comercial. Faz tempo que pedimos ao governo uma tarifa diferente, mas até hoje nada", reclama. 

Usina
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou, ontem, no Diário Oficial da União (DOU) a relação das 19 empresas que atendem aos requisitos necessários à participação do leilão de concessão da Usina Hidrelétrica Três Irmãos, no Estado de São Paulo. O leilão está marcado para o dia 28 de março. A relação divulgada pela Aneel inclui a Copel. 

De acordo com a publicação, as empresas interessadas em conhecer as instalações da usina deve formalizar o pedido de visitação pelo e-mail master.cel@aneel.gov.br até 7 de fevereiro. O edital do leilão prevê 30 anos de concessão da usina, sem possibilidade legal de prorrogação. A hidrelétrica, de 807,5 MW, fornecerá energia sob a forma de cotas às distribuidoras. A Aneel vai fixar os padrões de qualidade a serem seguidos pela nova concessionária. 

A concessão da usina venceu em abril de 2013. Desde lá, a Cesp recebe uma remuneração que cobre só custos com operação e manutenção da hidrelétrica. Vencerá a nova disputa pela usina, localizada no Rio Tietê, quem cobrar o menor valor anual para operar o ativo, limitado ao teto de R$ 31,6 milhões 


Nelson Bortolin
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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