Banco de Olhos quer otimizar serviço
Enfermeiros e médicos da macrorregião de Londrina participam de capacitação sobre captação de tecidos oculares
O curso é composto de conteúdo teórico e atividade prática no Laboratório de Técnica Cirúrgica
Londrina – Não é por acaso que o Banco de Olhos Regional de Londrina, do Hospital Universitário (HU), é referência em todo o país. Além de ser a única unidade da rede pública de saúde do Paraná, também está apta a capacitar profissionais devido à qualidade na prestação de serviços e infraestrutura.
Ontem, 12 enfermeiros e dois médicos que atuam em municípios que pertencem à macrorregião de Londrina, em cidades como Jacarezinho, Rolândia, Arapongas, Cornélio Procópio e Ibiporã, participaram do 3º Curso de Capacitação para Captadores de Tecidos Oculares Humanos.
Com um conteúdo teórico e atividade prática no Laboratório de Técnica Cirúrgica, os profissionais ainda deverão passar por avaliações durante 60 dias, até que estejam aptos à captação. Esta é a primeira vez que o curso é direcionado também para enfermeiros. Com a ação, o Banco de Olhos visa otimizar o serviço na região e aumentar o número de material coletado.
A oftalmologista Ana Paula Oguido, diretora médica técnica do Banco de Olhos, explica que a unidade é regulamentada para proporcionar uma qualidade de córneas para transplante. "Em todo tecido ocular que chega, realizamos uma triagem para verificar sorologia (doenças contagiosas) e qualidade. Em cada doação realizada, é possível captar a córnea (parte transparente do olho) e a esclera (parte branca)", comenta.
O transplante de córnea é indicado para pacientes com problemas que levam à baixa visão, como o ceratocone, que consiste na alteração do formato da córnea e tem prevalência em uma a cada 200 pessoas, principalmente na faixa etária dos 10 aos 25 anos (fase do surgimento). Já a esclera é fundamental na reconstrução do olho, como em casos de perfuração.
"A esclera representa cerca de 1% das doações de tecidos oculares, pois 99% são para fim ótico, ou seja, restabelecer a visão", diz. A médica ressalta ainda que a córnea é um tecido privilegiado por ser avascular, o que propicia uma baixa rejeição (20%) entre doadores e receptores e dispensa medicamento imunossupressor.
Além disso, a córnea pode ser doada até seis horas após o óbito e qualquer pessoa é considerada um potencial doador. Em relação ao descarte durante a triagem dos tecidos oculares, a médica considera uma média de 30%.
Ontem, 12 enfermeiros e dois médicos que atuam em municípios que pertencem à macrorregião de Londrina, em cidades como Jacarezinho, Rolândia, Arapongas, Cornélio Procópio e Ibiporã, participaram do 3º Curso de Capacitação para Captadores de Tecidos Oculares Humanos.
Com um conteúdo teórico e atividade prática no Laboratório de Técnica Cirúrgica, os profissionais ainda deverão passar por avaliações durante 60 dias, até que estejam aptos à captação. Esta é a primeira vez que o curso é direcionado também para enfermeiros. Com a ação, o Banco de Olhos visa otimizar o serviço na região e aumentar o número de material coletado.
A oftalmologista Ana Paula Oguido, diretora médica técnica do Banco de Olhos, explica que a unidade é regulamentada para proporcionar uma qualidade de córneas para transplante. "Em todo tecido ocular que chega, realizamos uma triagem para verificar sorologia (doenças contagiosas) e qualidade. Em cada doação realizada, é possível captar a córnea (parte transparente do olho) e a esclera (parte branca)", comenta.
O transplante de córnea é indicado para pacientes com problemas que levam à baixa visão, como o ceratocone, que consiste na alteração do formato da córnea e tem prevalência em uma a cada 200 pessoas, principalmente na faixa etária dos 10 aos 25 anos (fase do surgimento). Já a esclera é fundamental na reconstrução do olho, como em casos de perfuração.
"A esclera representa cerca de 1% das doações de tecidos oculares, pois 99% são para fim ótico, ou seja, restabelecer a visão", diz. A médica ressalta ainda que a córnea é um tecido privilegiado por ser avascular, o que propicia uma baixa rejeição (20%) entre doadores e receptores e dispensa medicamento imunossupressor.
Além disso, a córnea pode ser doada até seis horas após o óbito e qualquer pessoa é considerada um potencial doador. Em relação ao descarte durante a triagem dos tecidos oculares, a médica considera uma média de 30%.
Micaela Orikasa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

