Alunos alegram a tarde de pacientes
Trinta crianças e adolescentes do Festival de Música de Londrina se apresentaram ontem no Hospital Infantil
Nos braços da avó Genivalda Marques, Helena acompanhou a apresentação: presente de aniversário
Pacientes e acompanhantes elogiaram a iniciativa
Londrina – Trinta alunos de violino que participam do 34ª Festival de Música de Londrina (FML), alegraram a tarde das crianças internadas no Hospital Infantil (área central). Sob a orientação do professor André Isaia, de Santa Maria (RS), os alunos tocaram músicas do Método Suzuki e ganharam a atenção e elogios das outras crianças e dos pais.
Nos braços da avó Genivalda Marques, de 57 anos, a pequena Helena acompanhou toda a apresentação com olhar de curiosidade. Internada há 16 dias para tratar de uma pneumonia, a garotinha completou um ano na quarta-feira. A criança ganhou a simpatia dos músicos. "De certa forma, foi um bonito presente de aniversário. Ajudou a alegrar o ambiente", disse Genivalda.
A um dia do aniversário de cinco anos, Kawan também gostou da apresentação. A irmã Jeisekely Ricci, que acompanhava o menino, elogiou a iniciativa. "Ficar no hospital não é fácil. Quando eles começaram a tocar, todo mundo ficou com o ânimo renovado".
Encostados nos corredores para não atrapalhar os profissionais que passavam com prontuários e medicações, os alunos com idades entre cinco e 15 anos tocaram seis músicas em duas alas do hospital.
A psicóloga do Hospital Infantil, Nájila Bisca, disse que o objetivo principal é amenizar a angústia presente no ambiente hospitalar. "Não temos como acabar com a tristeza, mas podemos suavizá-la, dar leveza para que os dias de sofrimento passem mais rápido", comentou. Segundo ela, há casos de pacientes internados há mais de 200 dias que necessitam de um estímulo de alegria. "A vida deles está aqui dentro. Então nada mais justo que proporcionarmos alguns momentos de descontração, que ofereçam esperança a eles".
AJUDAR O PRÓXIMO
Rebeca Sampaio Nogueira, de 13 anos, já participou da ação no hospital nas duas edições anteriores. Para ela, todos saem ganhando. "É muito bom, pois além de fazermos uma boa ação, também ajuda a perdermos o medo de tocar em público", destacou. Simone Matsunaga Funada destacou a atitude da filha Thaís, de 9 anos, em querer participar da ação. "Nós andamos bastante no centro hoje. Perguntei se ela não estava cansada. Ela disse que fazia questão de vir. É a consciência em ajudar o próximo".
Há quase quatro anos, Simone matriculou a filha no Método Suzuki de Violino. Ela frisou os benefícios. "Ajuda muito na concentração, disciplina, memorização das crianças. Como vi que ela gostava, resolvi incentivar. Valeu a pena", comemorou. Para o professor André Isaia, a música tem o poder de transformação. "A música muda a vida das pessoas. Tanto para quem canta, toca um instrumento, como para quem ouve. Com certeza nossos alunos melhoram o dia de muita gente ali".
No mesmo horário, um grupo de alunos de flauta doce se apresentou no Hospital Evangélico. As ações são resultado de parceria entre o Festival de Música de Londrina, Unimed e os hospitais.
Nos braços da avó Genivalda Marques, de 57 anos, a pequena Helena acompanhou toda a apresentação com olhar de curiosidade. Internada há 16 dias para tratar de uma pneumonia, a garotinha completou um ano na quarta-feira. A criança ganhou a simpatia dos músicos. "De certa forma, foi um bonito presente de aniversário. Ajudou a alegrar o ambiente", disse Genivalda.
A um dia do aniversário de cinco anos, Kawan também gostou da apresentação. A irmã Jeisekely Ricci, que acompanhava o menino, elogiou a iniciativa. "Ficar no hospital não é fácil. Quando eles começaram a tocar, todo mundo ficou com o ânimo renovado".
Encostados nos corredores para não atrapalhar os profissionais que passavam com prontuários e medicações, os alunos com idades entre cinco e 15 anos tocaram seis músicas em duas alas do hospital.
A psicóloga do Hospital Infantil, Nájila Bisca, disse que o objetivo principal é amenizar a angústia presente no ambiente hospitalar. "Não temos como acabar com a tristeza, mas podemos suavizá-la, dar leveza para que os dias de sofrimento passem mais rápido", comentou. Segundo ela, há casos de pacientes internados há mais de 200 dias que necessitam de um estímulo de alegria. "A vida deles está aqui dentro. Então nada mais justo que proporcionarmos alguns momentos de descontração, que ofereçam esperança a eles".
AJUDAR O PRÓXIMO
Rebeca Sampaio Nogueira, de 13 anos, já participou da ação no hospital nas duas edições anteriores. Para ela, todos saem ganhando. "É muito bom, pois além de fazermos uma boa ação, também ajuda a perdermos o medo de tocar em público", destacou. Simone Matsunaga Funada destacou a atitude da filha Thaís, de 9 anos, em querer participar da ação. "Nós andamos bastante no centro hoje. Perguntei se ela não estava cansada. Ela disse que fazia questão de vir. É a consciência em ajudar o próximo".
Há quase quatro anos, Simone matriculou a filha no Método Suzuki de Violino. Ela frisou os benefícios. "Ajuda muito na concentração, disciplina, memorização das crianças. Como vi que ela gostava, resolvi incentivar. Valeu a pena", comemorou. Para o professor André Isaia, a música tem o poder de transformação. "A música muda a vida das pessoas. Tanto para quem canta, toca um instrumento, como para quem ouve. Com certeza nossos alunos melhoram o dia de muita gente ali".
No mesmo horário, um grupo de alunos de flauta doce se apresentou no Hospital Evangélico. As ações são resultado de parceria entre o Festival de Música de Londrina, Unimed e os hospitais.
Celso Felizardo
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

