Artrite reumatoide é mais comum entre as mulheres
Diagnóstico precoce é o melhor "tratamento" para a doença inflamatória que atinge as articulações
Se você está sentindo dor nas pequenas articulações como mão, punho, pé e tornozelo e, além disso, tem percebido um inchaço nestas áreas, é melhor ficar de olho. Estes sinais podem indicar a necessidade de visitar um reumatologista.
Porque assim como a maioria das patologias, o diagnóstico precoce da artrite reumatoide (AR) é o melhor "tratamento" para esta doença, que consiste na inflamação do tecido que reveste as articulações. E o prazo para o termo "precoce" é definido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). O ideal é que o indivíduo procure um médico em no máximo doze semanas após o surgimento dos sintomas.
As mulheres devem ficar ainda mais alertas, pois a AR acomete principalmente o sexo feminino. Para se ter uma ideia, são cinco mulheres para cada homem com a doença. E apesar dela surgir em qualquer idade, a faixa mais comum está entre os 35 e 50 anos, uma fase bastante produtiva. Segundo a SBR, uma a cada 100 pessoas no País tem artrite reumatoide.
Licia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da SBR, explica que para esta doença autoimune (quando o próprio sistema imunológico ataca o indivíduo) e sistêmica (quando acomete o corpo como um todo) não existe cura, mas é possível controlar a evolução e atingir até a remissão em alguns casos.
"Antigamente, as pessoas chegavam ao consultório médico depois de muitos anos de doença, já com as agressividades e, portanto, havia pouco o que fazer, a não ser cirurgias corretivas, incapacitando muito os pacientes. Hoje, com a divulgação, a pessoa pode chegar ao médico com poucas semanas da doença e, nesta fase, o tratamento muda completamente o prognóstico da doença", aponta.
E apesar de muitas pessoas associarem o tempo frio com as dores articulares, a médica afirma que a doença não tem nenhuma relação com o clima. "O frio está associado a outras doenças autoimunes, como o Fenônemo de Raynaud, que é uma contração dos vasos das mãos e dos pés, mas a artrite não é mais grave ou pior nesta época. O que acontece é que no frio ficamos mais suscetíveis à dor, provavelmente porque temos uma contratura muscular e a sensibilidade fica maior", ressalta.
Em relação à causa da artrite reumatoide, é possível considerar múltiplos fatores. Mesmo que a doença não seja necessariamente hereditária, existe uma predisposição genética, por exemplo, para quem tem casos na família de artrite ou de outras doenças autoimunes. Também há possivelmente uma relação hormonal por ser mais comum em mulheres.
A médica ainda cita fatores ambientais, mas ressalta que os mais conhecidos são infecções e tabagismo. "É um fator não só desencadeante, mas também determinante de pior evolução. Quem fuma tem mais chance de ter artrite e de forma mais grave", salienta.
Além destas possíveis causas, há que se considerar o estado emocional. De acordo com a especialista, os pacientes que são mais estressados, ansiosos ou que passam por momentos mais complicados, podem ter uma evolução pior da artrite ou de outra doença autoimune. Já no que diz respeito à repetição de movimentos, ela não vê nenhuma relação.
Porque assim como a maioria das patologias, o diagnóstico precoce da artrite reumatoide (AR) é o melhor "tratamento" para esta doença, que consiste na inflamação do tecido que reveste as articulações. E o prazo para o termo "precoce" é definido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). O ideal é que o indivíduo procure um médico em no máximo doze semanas após o surgimento dos sintomas.
As mulheres devem ficar ainda mais alertas, pois a AR acomete principalmente o sexo feminino. Para se ter uma ideia, são cinco mulheres para cada homem com a doença. E apesar dela surgir em qualquer idade, a faixa mais comum está entre os 35 e 50 anos, uma fase bastante produtiva. Segundo a SBR, uma a cada 100 pessoas no País tem artrite reumatoide.
Licia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da SBR, explica que para esta doença autoimune (quando o próprio sistema imunológico ataca o indivíduo) e sistêmica (quando acomete o corpo como um todo) não existe cura, mas é possível controlar a evolução e atingir até a remissão em alguns casos.
"Antigamente, as pessoas chegavam ao consultório médico depois de muitos anos de doença, já com as agressividades e, portanto, havia pouco o que fazer, a não ser cirurgias corretivas, incapacitando muito os pacientes. Hoje, com a divulgação, a pessoa pode chegar ao médico com poucas semanas da doença e, nesta fase, o tratamento muda completamente o prognóstico da doença", aponta.
E apesar de muitas pessoas associarem o tempo frio com as dores articulares, a médica afirma que a doença não tem nenhuma relação com o clima. "O frio está associado a outras doenças autoimunes, como o Fenônemo de Raynaud, que é uma contração dos vasos das mãos e dos pés, mas a artrite não é mais grave ou pior nesta época. O que acontece é que no frio ficamos mais suscetíveis à dor, provavelmente porque temos uma contratura muscular e a sensibilidade fica maior", ressalta.
Em relação à causa da artrite reumatoide, é possível considerar múltiplos fatores. Mesmo que a doença não seja necessariamente hereditária, existe uma predisposição genética, por exemplo, para quem tem casos na família de artrite ou de outras doenças autoimunes. Também há possivelmente uma relação hormonal por ser mais comum em mulheres.
A médica ainda cita fatores ambientais, mas ressalta que os mais conhecidos são infecções e tabagismo. "É um fator não só desencadeante, mas também determinante de pior evolução. Quem fuma tem mais chance de ter artrite e de forma mais grave", salienta.
Além destas possíveis causas, há que se considerar o estado emocional. De acordo com a especialista, os pacientes que são mais estressados, ansiosos ou que passam por momentos mais complicados, podem ter uma evolução pior da artrite ou de outra doença autoimune. Já no que diz respeito à repetição de movimentos, ela não vê nenhuma relação.
Micaela Orikasa
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

