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BASQUETE LONDRINENSE - Chance de mostrar serviço

Time londrinense de basquete disputa torneio na Argentina, onde estão observadores de grandes centros da modalidade

Anderson Cordeiro
O pivô Wallisson já foi convocado três vezes para a seleção brasileira de base
O sucesso de nomes como Manu Ginóbili e Luis Scola tem atraído cada vez mais jovens brasileiros ao basquete argentino. Na esteira dos astros que elevaram a seleção hermana ao ouro olímpico em 2004, em Atenas, e brilham na maior liga do mundo, a NBA, as promessas formadas aqui atravessam a fronteira de olho naquele que é considerado atualmente o basquete mais técnico das Américas e que, por conta disso, tornou-se ponto de olheiros de grandes centros, como Europa e Estados Unidos.

É exatamente sonhando com uma chance dessas é que o time sub-17 da ALE/Sest Senat viaja hoje para a Argentina para disputar o 1º Sul-Americano de Tartagal, cidade localizada na Província de Salta. A equipe será a única representante brasileira no torneio, que ainda contará com Centro Espanyol, Salta e Jujuy, todas da Argentina, além das bolivianas Yacuiba e Tarija – este último é formado 100% por jogadores da seleção da Bolívia.

À primeira vista, o torneio pode parecer pouco atrativo, mas não é o que dizem os atletas. O pivô Wallisson Guilherme, por exemplo, é londrinense, mas defende o Joinville (SC) há três anos e já foi convocado três vezes para a seleção brasileira de base. E mesmo defendendo um grande clube nacional, seu desejo é atuar na Argentina. "O meu objetivo é jogar fora e esse campeonato é uma chance de aparecer e quem sabe já ficar por lá", mira o jogador, para logo em seguida explicar o motivo da preferência pelo basquete hermano. "É o campeonato mais técnico e forte atualmente, até mais que o Brasil, e tem muitos olheiros dos Estados Unidos e Europa. É uma ponte", contou o atleta, que jogará emprestado pelo time catarinense.

O ala-armador Gabriel Domínguez vai pelo mesmo caminho. Filho do técnico da equipe, o uruguaio Roosevelt Domínguez, o Gringo, ele já teve outras experiências no basquete sul-americano ao treinar com a seleção uruguaia e dá o recado aos estreantes. "É uma boa experiência. É muito importante extrair o máximo de aprendizado por que não é todo dia que tem um campeonato assim. Pode ser um grande passo", define o garoto de 17 anos.

Responsável pela montagem da equipe, Gringo acredita que seus comandados têm boa chance de alcançar êxito. "Os times são bem fortes, o que vai exigir o máximo deles. Assim, a chance de se destacarem e ganharem uma oportunidade aumenta", analisa. O elenco ainda tem os armadores Vinícius e João Victor, os alas Cassiano, Lucas, Diego e Leonardo; e os alas-pivôs Gildo e Henrique. O torneio começa na próxima sexta-feira e vai até segunda-feira, dia 7.
Rafael Souza
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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