Gleisi: ‘Paraná não quer um governo que não sai do lugar’
Dilma e ex-presidente Lula participaram da festa de lançamento da chapa do PT no Estado, na noite de ontem, em Curitiba
"Não creio que em outros momentos do passado o governo federal tenha investido tanto aqui", discursou Dilma, ao lado de Lula e Gleisi
Curitiba - Com as presenças da presidente Dilma Rousseff (PT), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de quatro ministros, o PT apresentou na noite de ontem a chapa majoritária para concorrer às eleições de outubro no Paraná. Além dos chefes de Estado e da senadora Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao governo do Paraná, estiveram no Teatro Positivo, em Curitiba, os postulantes a vice, Haroldo Ferreira (PDT), a senador, Ricardo Gomyde (PCdoB), e representantes das outras duas siglas da coligação - PRB e PTN.
Dilma usou boa parte do seu discurso para rebater as acusações do governador Beto Richa (PSDB), que concorre à reeleição, de que a União "discrimina" o Estado, por supostamente travar a liberação de empréstimos. O tema vem sendo explorado pelo tucano e deve reverberar durante a campanha. Ela também reforçou a confiança em Gleisi e no marido da senadora, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a quem chamou de "atacantes de sua seleção". Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Henrique Paim (Educação) fecharam o "time" do Palácio do Planalto no encontro.
"Não creio que em outros momentos do passado o governo federal tenha investido tanto aqui", afirmou, acrescentando que apenas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já destinou R$ 47 bilhões aos municípios paranaenses.
Segundo a presidente, os tucanos "mentem" ao falar de sua administração. "Mas a minha proposta é que nós só falemos a verdade sobre eles. Vamos lembrar o que produziram quando eram governo: recessão, desemprego, redução da renda, achatamento salarial e dilapidação do patrimônio público, com a venda de empresas a preços aviltados", completou, em referência aos oito anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A candidata ao Palácio Iguaçu discursou em seguida, afirmando que pretende fazer no Paraná o que fazem Lula e Dilma no Brasil. "Tenho certeza de que o Paraná não quer olhar para trás, não quer um governo que não sai do lugar, que mergulhou o Estado no caos financeiro."
Tanto Dilma como Lula chegaram às 20 horas e saíram sem falar com a imprensa. Correligionários levantaram placas com as hashtags #mudamaisbrasil, #olhandoprafrente e #dilmaisfuturo. Muitos também entoaram gritos de guerra, como "não vai ter Beto" e "tá tendo Copa, tá tendo tudo, só não vai ter segundo turno".
O PT enfrentou dificuldades para fechar a coligação no Paraná, anunciando Haroldo Ferreira como vice somente na noite de terça-feira, já depois de ultrapassado o prazo para a realização das convenções. O imbróglio se deu porque o PDT queria indicar o vereador Jorge Bernardi (PDT) ao Senado. O cargo, contudo, acabou ficando com Gomyde.
As visitas da presidente e do ex-presidente, que já estiveram em Curitiba neste ano, serviram para aparar as arestas e mobilizar a militância, mostrando que o Paraná deve ser uma prioridade do PT. No pleito de 2010, mesmo vitoriosa, Dilma teve desempenho inferior a José Serra (PSDB) no Estado. Foram 2,59 milhões (44,56%) de votos válidos, contra 3,26 milhões (55,43%) do então adversário.
Dilma usou boa parte do seu discurso para rebater as acusações do governador Beto Richa (PSDB), que concorre à reeleição, de que a União "discrimina" o Estado, por supostamente travar a liberação de empréstimos. O tema vem sendo explorado pelo tucano e deve reverberar durante a campanha. Ela também reforçou a confiança em Gleisi e no marido da senadora, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a quem chamou de "atacantes de sua seleção". Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Henrique Paim (Educação) fecharam o "time" do Palácio do Planalto no encontro.
"Não creio que em outros momentos do passado o governo federal tenha investido tanto aqui", afirmou, acrescentando que apenas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já destinou R$ 47 bilhões aos municípios paranaenses.
Segundo a presidente, os tucanos "mentem" ao falar de sua administração. "Mas a minha proposta é que nós só falemos a verdade sobre eles. Vamos lembrar o que produziram quando eram governo: recessão, desemprego, redução da renda, achatamento salarial e dilapidação do patrimônio público, com a venda de empresas a preços aviltados", completou, em referência aos oito anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A candidata ao Palácio Iguaçu discursou em seguida, afirmando que pretende fazer no Paraná o que fazem Lula e Dilma no Brasil. "Tenho certeza de que o Paraná não quer olhar para trás, não quer um governo que não sai do lugar, que mergulhou o Estado no caos financeiro."
Tanto Dilma como Lula chegaram às 20 horas e saíram sem falar com a imprensa. Correligionários levantaram placas com as hashtags #mudamaisbrasil, #olhandoprafrente e #dilmaisfuturo. Muitos também entoaram gritos de guerra, como "não vai ter Beto" e "tá tendo Copa, tá tendo tudo, só não vai ter segundo turno".
O PT enfrentou dificuldades para fechar a coligação no Paraná, anunciando Haroldo Ferreira como vice somente na noite de terça-feira, já depois de ultrapassado o prazo para a realização das convenções. O imbróglio se deu porque o PDT queria indicar o vereador Jorge Bernardi (PDT) ao Senado. O cargo, contudo, acabou ficando com Gomyde.
As visitas da presidente e do ex-presidente, que já estiveram em Curitiba neste ano, serviram para aparar as arestas e mobilizar a militância, mostrando que o Paraná deve ser uma prioridade do PT. No pleito de 2010, mesmo vitoriosa, Dilma teve desempenho inferior a José Serra (PSDB) no Estado. Foram 2,59 milhões (44,56%) de votos válidos, contra 3,26 milhões (55,43%) do então adversário.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

