FÉ NA COLÔMBIA
Rafael Solano, padre colombiano que mora em Londrina, está confiante em um triunfo de sua seleção diante do Brasil
Padre Rafael Solano aposta em uma vitória de 2 a 1 da Colômbia no Castelão
Se depender do padre Rafael Solano e suas previsões, as missas de sábado e de domingo na Paróquia São Vicente de Paulo, em Londrina, ganharão uma decoração a mais nas cores amarela, vermelha e azul. Colombiano de nascimento, o religioso promete uma surpresa caso a empolgante seleção de seu país despache o Brasil da Copa do Mundo no duelo de hoje à tarde, no Castelão, em Fortaleza, pelas quartas de final da competição.
"Se vencermos, se preparem, porque tenho uma surpresa para as missas de sábado e domingo, além de vestir a camisa da seleção colombiana", prometeu.
Padre Rafael já surpreendeu a todos em uma das missas dias atrás. Ele entrou na igreja para a celebração com a batina nos braços e vestindo orgulhosamente a camisa do time sensação da Copa. Ao chegar ao altar, brincou: "O povo ria e eu peguntava do que estavam rindo. Ninguém respondia. Aí eu disse que Colômbia e Brasil estariam nas quartas e nós eliminaríamos a seleção brasileira. Depois dos jogos de sábado, recebi muitas mensagens. Meu Whats App nunca trabalhou tanto", contou o padre, que havia ganhado a camisa na noite anterior durante um jantar na casa de um casal de fieis da paróquia.
O religioso está muito entusiasmado com a seleção colombiana e exala otimismo. "Acho que minha profecia vai dar certo. Quem sabe a primeira estrelinha para um país que está há 68 anos em guerra civil", afirmou.
Padre Rafael, de 43 anos, nasceu em Neiva, no Sul da Colômbia. Veio para Londrina junto com outros religiosos "por vocação", como diz, a convite de Dom Albano Cavalin, 20 anos atrás. Saiu da cidade apenas para estudar em Roma por seis anos e meio. Seu time do coração é o Botafogo e futebol só na televisão: jogar bola não é virtude dele. "Meu avô era fanático pelo Garrincha, por isso sou botafoguense, mas sou péssimo jogador", contou.
Mas se arrisca de comentarista. "O time tem três fatores fortes. A disciplina, a forma como celebram os gols, os 11 juntos, e sem medalhões. O melhor jogador desta Colômbia é o time", resumiu o fã do meia Cuadrado. "James (Rodríguez) é muito bom jogador, mas, por incrível que pareça, gosto mais do Cuadrado, me parece mais solto".
O padre já tem programação definida para o jogo desta tarde. "Vou assistir sozinho, no meu quarto, com um pedaço de carne, tomate e abacate triturado com cebola e muita pimenta, nosso famoso assado, acompanhado de uma Baden Baden, a melhor cerveja do Brasil. E sem nenhum brasileiro por perto", disse, aos risos.
Um outro grupo de colombianos que mora em Londrina não quer a solidão na hora do jogo. Eles vão se reunir para torcer pela Colômbia. São estudantes e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Estamos muito confiantes, principalmente em James (Rodríguez) e Cuadrado", apontou Monica Alzate Zuluaga.
"Se vencermos, se preparem, porque tenho uma surpresa para as missas de sábado e domingo, além de vestir a camisa da seleção colombiana", prometeu.
Padre Rafael já surpreendeu a todos em uma das missas dias atrás. Ele entrou na igreja para a celebração com a batina nos braços e vestindo orgulhosamente a camisa do time sensação da Copa. Ao chegar ao altar, brincou: "O povo ria e eu peguntava do que estavam rindo. Ninguém respondia. Aí eu disse que Colômbia e Brasil estariam nas quartas e nós eliminaríamos a seleção brasileira. Depois dos jogos de sábado, recebi muitas mensagens. Meu Whats App nunca trabalhou tanto", contou o padre, que havia ganhado a camisa na noite anterior durante um jantar na casa de um casal de fieis da paróquia.
O religioso está muito entusiasmado com a seleção colombiana e exala otimismo. "Acho que minha profecia vai dar certo. Quem sabe a primeira estrelinha para um país que está há 68 anos em guerra civil", afirmou.
Padre Rafael, de 43 anos, nasceu em Neiva, no Sul da Colômbia. Veio para Londrina junto com outros religiosos "por vocação", como diz, a convite de Dom Albano Cavalin, 20 anos atrás. Saiu da cidade apenas para estudar em Roma por seis anos e meio. Seu time do coração é o Botafogo e futebol só na televisão: jogar bola não é virtude dele. "Meu avô era fanático pelo Garrincha, por isso sou botafoguense, mas sou péssimo jogador", contou.
Mas se arrisca de comentarista. "O time tem três fatores fortes. A disciplina, a forma como celebram os gols, os 11 juntos, e sem medalhões. O melhor jogador desta Colômbia é o time", resumiu o fã do meia Cuadrado. "James (Rodríguez) é muito bom jogador, mas, por incrível que pareça, gosto mais do Cuadrado, me parece mais solto".
O padre já tem programação definida para o jogo desta tarde. "Vou assistir sozinho, no meu quarto, com um pedaço de carne, tomate e abacate triturado com cebola e muita pimenta, nosso famoso assado, acompanhado de uma Baden Baden, a melhor cerveja do Brasil. E sem nenhum brasileiro por perto", disse, aos risos.
Um outro grupo de colombianos que mora em Londrina não quer a solidão na hora do jogo. Eles vão se reunir para torcer pela Colômbia. São estudantes e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Estamos muito confiantes, principalmente em James (Rodríguez) e Cuadrado", apontou Monica Alzate Zuluaga.
Thiago Mossini
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

