Padeiro morre ao reagir a assalto
Na mesma esquina da zona norte de Londrina, um histórico de crimes
Padaria foi invadida de madrugada por uma dupla de assaltantes, que fugiu sem levar nada
Londrina - A padaria Semíramis, localizada na esquina da Rua Maria Sinópoli Francovig com Anuar Caram, no Conjunto Semíramis, na zona norte de Londrina, já foi alvo da ação de bandidos algumas vezes. Mas ontem a violência chegou ao extremo. O padeiro Tsutomu Yonemura, de 67 anos, foi assassinado no interior do estabelecimento com quatro disparos na cabeça e no tronco ao supostamente tentar reagir a um novo assalto, por volta das 2 horas da madrugada. De acordo com informações da 4ª Companhia Independente da Polícia Miliar, a dupla de bandidos fugiu sem levar nada. Eles não haviam sido localizados até o fim da edição.
O superintendente da Delegacia de Homicídios, Cláudio Santana, informou que a investigação está sendo conduzida em conjunto com uma equipe da 10ª Subdivisão Policial porque as circunstâncias do crime ainda não estão esclarecidas. "Não temos a definição exata do crime, se foi homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte). Ouvimos as testemunhas e estamos na fase de coletas de provas, faltam ainda alguns exames a ser feitos no local", afirmou.
Segundo o setor de estatísticas da 10ª SDP, neste ano não foi registrado nenhum latrocínio na cidade. No ano passado, foram seis casos. De 1º de janeiro até o último dia 30 de junho, houve 52 homicídios dolosos, contra 73 registrados em todo o ano de 2013.
A padaria Semíramis fica em uma das quatro esquinas do cruzamento entre a Rua Maria Sinópoli Francovig com a Rua Anuar Caram. Na esquina da frente, funciona um bar. Na de baixo, uma lanchonete. Todos já foram assaltados.
Bastante abalada, a proprietária da padaria contou que nos 25 anos em que seu comércio funciona ali, ela e seus funcionários já foram vítimas de pelo menos dois assaltos à mão armada. No último, no início deste ano, os bandidos abriram um buraco no telhado, arrombaram uma das janelas do depósito de lenhas e, segundo ela, "fizeram a festa", levando dinheiro e pertences. A comerciante disse que a dupla de assaltantes que invadiu a loja na madrugada de ontem deve ter usado o mesmo procedimento. A diferença é que dessa vez eles entraram pela porta do depósito, que estava destrancada porque assim como Tsutomo Yonemura, descrito por colegas como um sujeito calado, discreto e muito trabalhador, um outro padeiro já estava na ativa. Foi esse funcionário que ligou para a polícia quando o colega levou os tiros.
"Não só eu, mas pessoas que estão no mesmo ramo passam por essa situação. É muita insegurança. Pela carga de impostos que a gente paga, deveria haver um retorno maior para a sociedade", afirmou a comerciante, que preferiu o anonimato. O proprietário do bar em frente, Vicente Reis, disse que já entraram em seu estabelecimento mais de uma vez. Só que ele afirmou que considera seu bairro seguro. "Não tenho do que reclamar da polícia. É que vagabundo é vagabundo mesmo, eles entram onde querem", sacramentou. O dono da lanchonete na esquina de baixo também já teve a visita indesejada dos ladrões em pleno horário de funcionamento. E assim como seu Vicente, ele acredita que o problema não está na região onde mora. "A polícia passa por aqui. Mas isso (assalto) acontece em todo lugar."(Colaborou Samara Rosenberger/Equipe Bonde)
O superintendente da Delegacia de Homicídios, Cláudio Santana, informou que a investigação está sendo conduzida em conjunto com uma equipe da 10ª Subdivisão Policial porque as circunstâncias do crime ainda não estão esclarecidas. "Não temos a definição exata do crime, se foi homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte). Ouvimos as testemunhas e estamos na fase de coletas de provas, faltam ainda alguns exames a ser feitos no local", afirmou.
Segundo o setor de estatísticas da 10ª SDP, neste ano não foi registrado nenhum latrocínio na cidade. No ano passado, foram seis casos. De 1º de janeiro até o último dia 30 de junho, houve 52 homicídios dolosos, contra 73 registrados em todo o ano de 2013.
A padaria Semíramis fica em uma das quatro esquinas do cruzamento entre a Rua Maria Sinópoli Francovig com a Rua Anuar Caram. Na esquina da frente, funciona um bar. Na de baixo, uma lanchonete. Todos já foram assaltados.
Bastante abalada, a proprietária da padaria contou que nos 25 anos em que seu comércio funciona ali, ela e seus funcionários já foram vítimas de pelo menos dois assaltos à mão armada. No último, no início deste ano, os bandidos abriram um buraco no telhado, arrombaram uma das janelas do depósito de lenhas e, segundo ela, "fizeram a festa", levando dinheiro e pertences. A comerciante disse que a dupla de assaltantes que invadiu a loja na madrugada de ontem deve ter usado o mesmo procedimento. A diferença é que dessa vez eles entraram pela porta do depósito, que estava destrancada porque assim como Tsutomo Yonemura, descrito por colegas como um sujeito calado, discreto e muito trabalhador, um outro padeiro já estava na ativa. Foi esse funcionário que ligou para a polícia quando o colega levou os tiros.
"Não só eu, mas pessoas que estão no mesmo ramo passam por essa situação. É muita insegurança. Pela carga de impostos que a gente paga, deveria haver um retorno maior para a sociedade", afirmou a comerciante, que preferiu o anonimato. O proprietário do bar em frente, Vicente Reis, disse que já entraram em seu estabelecimento mais de uma vez. Só que ele afirmou que considera seu bairro seguro. "Não tenho do que reclamar da polícia. É que vagabundo é vagabundo mesmo, eles entram onde querem", sacramentou. O dono da lanchonete na esquina de baixo também já teve a visita indesejada dos ladrões em pleno horário de funcionamento. E assim como seu Vicente, ele acredita que o problema não está na região onde mora. "A polícia passa por aqui. Mas isso (assalto) acontece em todo lugar."(Colaborou Samara Rosenberger/Equipe Bonde)
Diego Prazeres
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

