[Fechar]

PageNavi Results No. (ex: 7)

7

Últimas notícias

Produtores temem queda de ponte

Motoristas evitam passar pela estrutura precária localizada na Estrada do Caramuru

Gina Mardones
A ponte de madeira que fica a 7 Km da BR-369 precisa ser reformada há pelo menos dois anos, segundo moradores
Cambé – A placa que impedia a passagem de veículos já não é vista pelos motoristas que trafegam pela Estrada do Caramuru, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). A indicação foi parar dentro do Ribeirão Três Bocas junto com a sinalização que alertava para as "obras" que ocorreriam no local. A ponte de madeira que fica a, aproximadamente, 7 Km da BR-369 precisa ser reformada há pelo menos dois anos, segundo produtores rurais da região e motoristas que passam pelo local. "Ela está desse jeito, cai não cai. Na dúvida, eu passo devagar, mas eu sei que um dia ela vai cair, ah vai...", afirmou o vendedor de ferramentas, Ricardo Salviano Andrade que utiliza a estrada duas vezes por semana.

Produtores rurais se reuniram e entregaram um abaixo-assinado aos representantes da Prefeitura de Cambé. "Mais de 100 pessoas participaram, mas, até agora, nenhuma providência foi tomada", declarou um morador da região que preferiu não ser identificado. Parte da pista ao longo da Estrada do Caramuru é asfaltada. Ainda assim, os buracos e as falhas na sinalização exigem atenção redobrada durante o percurso. Quando acaba o asfalto, é preciso enfrentar o pouco moledo que ainda resta na estrada. Em alguns trechos, há apenas uma pista para ir e vir e a paciência é essencial.

Na ponte sobre o Ribeirão Três Bocas passa um carro por vez. O caminho era utilizado por agricultores para o escoamento da produção. A madeira antiga e as falhas na estrutura deixam os moradores desconfiados. "Agora vai começar a colheita do milho e, em seguida, a do trigo. Eu planto só trigo e espero colher 9 mil sacas. Com essa ponte assim, a gente acaba gastando duas horas a mais para levar o produto até a cidade. É uma volta de 20 km pela ponte da Cachoeirinha", lamentou um outro produtor.

Os moradores temem represálias por terem insistido na cobrança por melhorias. "A gente se sente abandonado por aqui. Agora tenho que ir por Arapongas para sair daqui. Quando chove então... A gente já fica alerta porque sabe que alguém vai ficar enroscado. Não na ponte, mas na estrada mesmo", destacou Ademir da Silva Pires, funcionário de uma fazenda próxima à ponte.

O tratorista Antônio Aparecido Cocato nasceu no Patrimônio Regina (zona sul de Londrina), e mora na zona rural de Cambé desde 1960. Para ele, o problema é que a ponte fica próximo aos limites de quatro cidades. "Isso aqui é complicado. Um empurra para o outro. Para mim, esse caminho da ponte é de Cambé, de Rolândia, de Arapongas, e de Londrina, mas também não é de ninguém. Aí fica assim. Teve uma época que a ponte até caiu e a gente que arrumou", disse o tratorista.
Viviani Costa
Reportagem Local-folha de londrina
UA-102978914-2