Resgate do sertanejo de raiz no Calçadão
Repertório da Orquestra Londrinense São Domingos Sávio emocionou o público
Cerca de 100 pessoas pararam para ver os integrantes da orquestra; show teve participação do Coral da Copel
Experiência faz contraponto com a vontade de aprender dos mais jovens
Londrina – A Orquestra Londrinense São Domingos Sávio de Viola Caipira reuniu cerca de 100 pessoas no final da manhã de ontem no Calçadão de Londrina (área central). A apresentação de clássicos da música sertaneja de raiz emocionou os mais velhos e despertou a admiração da nova geração. Muita gente adiou o almoço para prestigiar os inspirados violeiros em canções como Chico Mineiro, Cuitelinho e Tristeza do Jeca. O show também teve participação do Coral da Copel.
Segundo o maestro Edson Murari Lima, de 39 anos, o objetivo é o resgate e a manutenção da viola caipira. "Por muitos anos houve preconceito. Meus amigos falavam que era instrumento de velho. Eu nunca liguei. Hoje vejo que a mentalidade está mudando", contou. O professor de Sociologia Márcio Roberto Vieira Ramos, de 31, toca contrabaixo e parou para ver a orquestra. "Não é o tipo de músico que eu ouço, ou toco, mas é muito boa. Merece o reconhecimento", elogiou.
O ponteio e os acordes rasgados fizeram o aposentado Enzo Viotto, de 64 anos, retornar à infância por alguns momentos. "É como entrar em um túnel, viajar pelas boas recordações, de um tempo que não volta mais." O clima de volta no tempo só era quebrado pelas dezenas de celulares apontados para a orquestra. Para Lima, o papel da orquestra é proporcionar essa nostalgia, mas também estimular a nova geração a produzir música de qualidade. "Sem esquecer nossas raízes, temos que tocar em frente", analisou.
CAPELA
Na orquestra, a experiência de Francisco Garbosi, de 75 anos, faz contraponto com a vontade em aprender dos mais jovens. Mel, de apenas 9 anos, é filha do maestro. Além de tocar a viola, ela cantou duas músicas e tocou o pio, instrumento que simula o canto das aves. "Em casa sempre tocou a música caipira. Eu gosto muito e sempre que posso estudo para me aperfeiçoar", relatou. Além do pai, ela segue os passos da irmã mais velha, Lara, de 11 anos, que também toca viola. Ao todo, são quase dez crianças e adolescentes na orquestra.
A orquestra foi criada em 2010, na capela São Domingos Sávio, próxima ao Lago Igapó, com incentivo do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde e Ecologia, a partir da Associação Médica de Londrina (AML). O objetivo principal era tirar as crianças das ruas. Em pouco tempo, os adultos engrossaram o coro. Hoje são cerca de 50 violeiros com idades entre 9 e 75 anos. Esta é a segunda apresentação da Orquestra São Domingos Sávio no Festival de Música de Londrina (FML). Na quinta-feira, eles se apresentaram no Royal Plaza Shopping. (Leia mais sobre o FML na Folha2)
Segundo o maestro Edson Murari Lima, de 39 anos, o objetivo é o resgate e a manutenção da viola caipira. "Por muitos anos houve preconceito. Meus amigos falavam que era instrumento de velho. Eu nunca liguei. Hoje vejo que a mentalidade está mudando", contou. O professor de Sociologia Márcio Roberto Vieira Ramos, de 31, toca contrabaixo e parou para ver a orquestra. "Não é o tipo de músico que eu ouço, ou toco, mas é muito boa. Merece o reconhecimento", elogiou.
O ponteio e os acordes rasgados fizeram o aposentado Enzo Viotto, de 64 anos, retornar à infância por alguns momentos. "É como entrar em um túnel, viajar pelas boas recordações, de um tempo que não volta mais." O clima de volta no tempo só era quebrado pelas dezenas de celulares apontados para a orquestra. Para Lima, o papel da orquestra é proporcionar essa nostalgia, mas também estimular a nova geração a produzir música de qualidade. "Sem esquecer nossas raízes, temos que tocar em frente", analisou.
CAPELA
Na orquestra, a experiência de Francisco Garbosi, de 75 anos, faz contraponto com a vontade em aprender dos mais jovens. Mel, de apenas 9 anos, é filha do maestro. Além de tocar a viola, ela cantou duas músicas e tocou o pio, instrumento que simula o canto das aves. "Em casa sempre tocou a música caipira. Eu gosto muito e sempre que posso estudo para me aperfeiçoar", relatou. Além do pai, ela segue os passos da irmã mais velha, Lara, de 11 anos, que também toca viola. Ao todo, são quase dez crianças e adolescentes na orquestra.
A orquestra foi criada em 2010, na capela São Domingos Sávio, próxima ao Lago Igapó, com incentivo do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde e Ecologia, a partir da Associação Médica de Londrina (AML). O objetivo principal era tirar as crianças das ruas. Em pouco tempo, os adultos engrossaram o coro. Hoje são cerca de 50 violeiros com idades entre 9 e 75 anos. Esta é a segunda apresentação da Orquestra São Domingos Sávio no Festival de Música de Londrina (FML). Na quinta-feira, eles se apresentaram no Royal Plaza Shopping. (Leia mais sobre o FML na Folha2)
Celso Felizardo
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

