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'Sorria, você está sendo hackeado'

Game da Ubisoft trata do tema e inova ao falar de privacidade, segurança da informação e conectividade

Fotos: Divulgação
Watch Dogs tem excelente jogabilidade, criatividade e belo enredo em um game de mundo aberto jogado em terceira pessoa
 
Todos estão sendo vigiados. O que era considerado apenas loucura de "conspiradores" se tornou real e teve início no ano passado quando o ex-funcionário de uma empresa de informática que prestava serviços à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, expôs ao mundo documentos que comprovavam a espionagem mundial de informações, montada pelo governo norte-americano.

Com assuntos como privacidade, segurança da informação e hacking em destaque no mundo atual, nada mais natural que a indústria de games se aproveitasse do movimento do momento para criar jogos com a temática. Watch Dogs, da Ubisoft, trata desse cenário moderno com maestria.

O game apareceu pela primeira em 2012 durante a E3 – mega feira de jogos que acontece em Los Angeles anualmente - e deixou os jogadores com uma expectativa enorme em cima de seu lançamento. Os gráficos apresentados na demonstração e a temática diferenciada fizeram com que o jogo ganhasse diversos prêmios antes mesmo da sua chegada ao mercado consumidor. O game também foi destaque e muito debatido nas redes sociais graças a uma polêmica: o resultado dos gráficos finais não foi o mesmo do apresentado durante a feira de dois anos atrás. Isso causou uma certa decepção entre os jogadores que aguardavam ansiosamente o game, principalmente nos consoles da nova geração.

Mesmo assim, lançado recentemente para todas as plataformas e com mais 600 mil cópias do jogo vendidas na América Latina no primeiro mês (4 milhões em uma semana, na première mundial) não há dúvidas que Watch Dogs cumpre com o que prometeu. Os gráficos não são tão bonitos quanto os apresentados na E3, é verdade, mas isso não faz com que o jogo perca seu brilho, apresentando excelente jogabilidade, criatividade, belo enredo em um game de mundo aberto jogado em terceira pessoa.

A reportagem da FOLHA testou Watch Dogs e ficou impressionada com o que viu. A história se passa em Chicago, uma das cidades mais conectadas do mundo, e o jogador controla Aiden Pearce, um hacker que busca vingança por se sentir culpado pela morte de sua sobrinha. Com a ajuda de seu smartphone e em meio a perseguições de carro e muito tiroteiro, ele utiliza suas habilidades para invadir a Central de Sistemas Operacionais de Chicago (ctOS) e controlar diferentes dispositivos da cidade, como câmeras de segurança, caixas de banco e semáforos.

"A temática de Watch Dogs é fantástica e reúne tudo o que as pessoas procuravam em um jogo de ação tradicional. Além disso, inova ao falar de privacidade, segurança da informação, conectividade, hacking e outros temas tão atuais. Em uma cidade inteligente e conectada, quanto mais poder se tem, mais riscos se corre", salienta o diretor da Ubisoft no Brasil e na América Latina, Bertrand Chaverot.

O representante da empresa está correto. Um dos pontos altos do game é o perigo constante que o personagem principal passa pelas ruas de Chicago. Ao caminhar tranquilamente, um transeunte pode passar e dizer: "Ei, este não é aquele cara dos noticiários?", e pegar o telefone e ligar para polícia. Através do seu smartphone, Aiden pode hackear o celular da pessoa e evitar a ligação ou simplesmente fugir, roubando o primeiro carro que aparecer à sua frente.

Em relação às missões principais do game, de fato elas são bem emocionantes e com ótima dificuldade. Não há "almoço grátis" em Watch Dogs e será inevitável falhar algumas vezes até conseguir vencer certos desafios. Nas primeiras missões, já é possível notar que o game vai se tornar complexo ao decorrer das horas jogadas. Dominar os controles (bem intuitivos, por sinal) e pensar estratégias será fundamental para completar as cerca de 40 horas de campanha.

FOLHA DE LONDRINA
Victor Lopes
Reportagem Local
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