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Voluntários se unem no combate à dengue

Grupo visitou casas e estabelecimentos comerciais para reforçar as orientações sobre como evitar a proliferação da doença

Fotos: Celso Pacheco
Equipe instalou um "dengômetro" na UBS: maquete com larvas, imitações do mosquito e itens que podem acumular água
Londrina – A recomendação é simples: evitar água parada em objetos que possam se tornar criadouros do mosquito Aedes Aegypti. No entanto, apesar do combate à dengue parecer fácil, os cuidados precisam ser adotados com frequência. Voluntários se uniram à equipe da Secretaria de Saúde de Londrina na manhã de ontem para não deixar que a orientação básica caia no esquecimento. O projeto "Alerta residencial contra a dengue" foi realizado no Jardim Itapoã, zona sul.

A equipe formada por três voluntários e uma educadora do setor de Endemias foi recebida por moradores e comerciantes, totalizando 45 imóveis. E até o final da manhã, cerca demais de 250 pessoas haviam recebido os panfletos informativos.

O decreto de emergência assinado em maio para intensificar o combate e evitar uma epidemia da doença foi revogado na última semana, mas a Saúde continua em alerta. De janeiro deste ano até o dia 3 de julho foram confirmados 1.304 casos da doença.

Enquanto agentes de Endemias realizam mais um Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (Lira), os voluntários ajudam a conscientizar a população. "Nós acompanhamos as ações dos mutirões e percebemos as dificuldades para combater a doença. Por isso, resolvemos ajudar", destacou a psicóloga Glaucia Kelly Ferreira.

O vigilante Cesar Mapa também passou de casa em casa. "A população precisa se mobilizar. As equipes são pequenas para percorrer toda a cidade", afirmou. Os dois se juntaram ao pastor Marcos José Ferreira e prometem apoiar as ações contra a dengue nos próximos meses. "A gente quer ajudar a multiplicar as orientações, principalmente, nos finais de semana quando o pessoal está em casa", explicou.

O bairro da zona sul foi escolhido por causa do aumento de casos suspeitos registrados nos últimos dias. Porém, os números não foram revelados pela Secretaria. A expectativa é que o resultado do novo Lira seja divulgado até o dia 16 deste mês.

INICIATIVA
Além das visitas nos imóveis, a equipe instalou um "dengômetro" na Unidade Básica de Saúde do Jardim Itapuã. Uma maquete com larvas do Aedes Aegypti, imitações em tamanho maior do mosquito e itens que podem acumular água, como pneus, foram deixados na sala de espera da UBS. "As pessoas sabem como prevenir a doença, mas não praticam. Falta iniciativa", disse a estudante de Enfermagem, Larissa Cardoso.

Já os moradores reclamaram da falta de ajuda do poder público. "O pessoal joga muito lixo por aqui e acaba acumulando água", contou a dona de casa Castorina dos Santos Gonçalves. Na Rua João Corrêa dos Santos a cobrança é outra. A água se acumula em uma das margens da pista por causa da falta de bueiros no local. "A gente já fez várias cobranças na prefeitura e nada foi feito. É complicado ficar cobrando da população para evitar a água parada", criticou o comerciante Ailton Costa. No local não havia focos do mosquito transmissor, mas a reclamação seria repassada à prefeitura.

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Viviani Costa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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