Capim-camalote assombra lavouras de cana
Planta daninha possui alto índice de infestação em determinadas regiões do Brasil; no Paraná, praga está sob controle
De forma lenta, o capim-camalote tem tomado conta das lavouras de cana-de-açúcar do Brasil
A planta possui um alto poder de competição e se adapta em qualquer tipo de solo
Não é só com o sobe e desce do mercado que as usinas de cana-de-açúcar devem ficar atentas, mas também com o que acontece nas lavouras. Depois de anos de falta de investimentos em renovação dos canaviais, fator que resultou em uma queda abrupta na produtividade das áreas da cultura no Brasil, outro "velho" problema continua assombrado os usineiros. O capim-camalote, uma planta daninha de alto poder de disseminação, tem sido encontrado em alguns polos de produção de açúcar e etanol, como no norte de São Paulo. Segundo especialistas, essa praga pode acarretar ainda mais prejuízos na produção se não forem adotadas medidas imediatas de controle.
De origem indiana, o Rottboellia cochinchinensis, mais conhecido como capim-camalote, é uma planta silvestre que chegou ao Brasil por meio de carregamentos de arroz provenientes da Colômbia há mais de 20 anos. Depois de destruir muitas plantações de arroz, o capim se espalhou adaptando-se bem nas áreas de produção de cana-de-açúcar. No estado de São Paulo, muitas regiões sofrem perdas expressivas de produtividade devido à praga, principalmente nos municípios de Araçatuba, Ribeirão Preto e Pradópolis.
No Paraná, já há relatos de pequenos focos da gramínea, principalmente na região Norte, um deles no município de Bandeirantes. Mas, para alívio dos produtores paranaenses, a gramínea se encontra controlada no Estado. O professor doutor Jamil Constantin, do departamento de controle de plantas daninhas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), afirma que, de forma lenta, o capim-camalote tem tomado conta das lavouras de cana-de-açúcar do Brasil. Ele completa que o controle mal realizado de plantas daninhas aumenta a capacidade de disseminação da praga.
Segundo o especialista, cada planta de capim-camalote pode produzir de 15 a 20 mil sementes. "Dependendo do grau de infestação, a gramínea pode comprometer até 80% da lavoura", salienta o professor. Constantin completa que essa planta cresce muito rápido, podendo chegar a dois metros de altura, chegando a cobrir uma planta de cana-de-açúcar, dependendo do período de crescimento da lavoura.
O especialista da UEM salienta que a planta possui um alto poder de competição e se adapta em qualquer tipo de solo, "principalmente em terras mais argilosas", completa. Constantin observa que erradicar essa planta é complicado, devendo ser controlada assim que ela surgir. O professor indica, como medida preventiva, o uso de herbicidas pré-emergentes. Caso haja o aparecimento da planta, deve haver a aplicação de pós-emergente. Contudo, ele alerta que é necessário sempre ter a orientação de um agrônomo.
O capim-camalote não ataca somente as lavouras de cana-de-açúcar, mas também de outras culturas, podendo prejudicar plantas de soja e milho. Porém, segundo o professor da UEM, geralmente, os herbicidas utilizados nessas duas culturas eliminam as plantas de camalote já de imediato. Na produção de arroz, Constantin explica que a praga ganha força porque a gramínea se adapta muito bem em áreas com altos índices de umidade.
De origem indiana, o Rottboellia cochinchinensis, mais conhecido como capim-camalote, é uma planta silvestre que chegou ao Brasil por meio de carregamentos de arroz provenientes da Colômbia há mais de 20 anos. Depois de destruir muitas plantações de arroz, o capim se espalhou adaptando-se bem nas áreas de produção de cana-de-açúcar. No estado de São Paulo, muitas regiões sofrem perdas expressivas de produtividade devido à praga, principalmente nos municípios de Araçatuba, Ribeirão Preto e Pradópolis.
No Paraná, já há relatos de pequenos focos da gramínea, principalmente na região Norte, um deles no município de Bandeirantes. Mas, para alívio dos produtores paranaenses, a gramínea se encontra controlada no Estado. O professor doutor Jamil Constantin, do departamento de controle de plantas daninhas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), afirma que, de forma lenta, o capim-camalote tem tomado conta das lavouras de cana-de-açúcar do Brasil. Ele completa que o controle mal realizado de plantas daninhas aumenta a capacidade de disseminação da praga.
Segundo o especialista, cada planta de capim-camalote pode produzir de 15 a 20 mil sementes. "Dependendo do grau de infestação, a gramínea pode comprometer até 80% da lavoura", salienta o professor. Constantin completa que essa planta cresce muito rápido, podendo chegar a dois metros de altura, chegando a cobrir uma planta de cana-de-açúcar, dependendo do período de crescimento da lavoura.
O especialista da UEM salienta que a planta possui um alto poder de competição e se adapta em qualquer tipo de solo, "principalmente em terras mais argilosas", completa. Constantin observa que erradicar essa planta é complicado, devendo ser controlada assim que ela surgir. O professor indica, como medida preventiva, o uso de herbicidas pré-emergentes. Caso haja o aparecimento da planta, deve haver a aplicação de pós-emergente. Contudo, ele alerta que é necessário sempre ter a orientação de um agrônomo.
Disseminação
O capim-camalote não ataca somente as lavouras de cana-de-açúcar, mas também de outras culturas, podendo prejudicar plantas de soja e milho. Porém, segundo o professor da UEM, geralmente, os herbicidas utilizados nessas duas culturas eliminam as plantas de camalote já de imediato. Na produção de arroz, Constantin explica que a praga ganha força porque a gramínea se adapta muito bem em áreas com altos índices de umidade.
Ricardo Maia
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

