'Esta vaga não é sua nem por um minuto'
Campanha conscientiza sobre o uso adequado do estacionamento exclusivo para idosos e pessoas com deficiência
Grupo aplicou multas morais nos veículos estacionados de forma irregular
O conselheiro municipal dos direitos do idoso Cláudio Raineri fiscaliza as vagas constantemente
Vítor Ogawa
Reportagem Local
Londrina - Idosos e pessoas com deficiência se uniram na tarde de ontem para realizar uma campanha de conscientização sobre o uso adequado das vagas de estacionamento destinado exclusivamente para esse público. Eles estiveram em um hipermercado da cidade com a coordenadora de educação de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Danielle Pizaia, e juntos aplicaram multas morais para quem desobedecesse a legislação que prevê a destinação das vagas exclusivas para carros devidamente credenciados. O folheto deixado no para-brisas dos veículos contava com a seguinte mensagem: "Seu veículo ficou sujeito às penalidades previstas pelo bom senso", e esclarecia que a multa não cobrava dinheiro, mas atitude.
Uma das pessoas que aplicou a multa moral foi o professor de português Evandro Olívio Tiepo, de 42 anos, que possui hemiplegia. Ele tem metade do corpo paralisado em função de um acidente vascular cerebral. Para se locomover, Tiepo utiliza uma bengala, mas nem sempre consegue estacionar nas vagas destinadas a pessoas com deficiência. "Já caí várias vezes por ter que estacionar longe. Isso acontece principalmente em dias de chuva, quando a bengala escorrega. Já atrasei o pagamento de contas porque as vagas nos bancos estavam todas tomadas por pessoas que não precisam das vagas", reclamou.
Outro que enfrenta dificuldades é o aposentado Luiz Praxedes, 49. Ele é cadeirante e relatou que enfrenta diariamente motoristas que ocupam vagas de deficientes físicos sem estarem credenciados. "Isso acontece várias vezes ao dia. É uma falta de respeito", criticou.
Mesmo com o direito conquistado por lei, muitas vezes os idosos e pessoas com deficiência enfrentam outros problemas. Além de terem suas vagas ocupadas, muitas vezes são agredidos verbalmente quando reivindicam a vaga. A merendeira aposentada Shirley Pereira, 68, destacou que já foi insultada em várias oportunidades.
A coordenadora da CMTU, Danielle Pizaia, esclareceu que não são só os idosos e cadeirantes que podem retirar as credenciais, mas seus acompanhantes também. "E tudo isso pode ser feito de graça. Basta levar a documentação requisitada e em uma semana a credencial fica pronta."
Mas é preciso estar atento à data de validade da credencial. O agente penitenciário Jasão de Oliveira, 68, colocou a credencial emitida pela CMTU ao estacionar o veículo, mas o olhar atento do conselheiro municipal dos direitos do idoso Cláudio Raineri, 76, constatou que a data já estava vencida. "Eu não reparei que ela tinha vencido", justificou Oliveira. Raineri ressaltou que fiscaliza as vagas constantemente e que assim que constata uma irregularidade, liga para a CMTU para fazer a denúncia. "É só ligar no número 3379-7629 que cai na sala dos agentes", apontou.
Reportagem Local
Londrina - Idosos e pessoas com deficiência se uniram na tarde de ontem para realizar uma campanha de conscientização sobre o uso adequado das vagas de estacionamento destinado exclusivamente para esse público. Eles estiveram em um hipermercado da cidade com a coordenadora de educação de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Danielle Pizaia, e juntos aplicaram multas morais para quem desobedecesse a legislação que prevê a destinação das vagas exclusivas para carros devidamente credenciados. O folheto deixado no para-brisas dos veículos contava com a seguinte mensagem: "Seu veículo ficou sujeito às penalidades previstas pelo bom senso", e esclarecia que a multa não cobrava dinheiro, mas atitude.
Uma das pessoas que aplicou a multa moral foi o professor de português Evandro Olívio Tiepo, de 42 anos, que possui hemiplegia. Ele tem metade do corpo paralisado em função de um acidente vascular cerebral. Para se locomover, Tiepo utiliza uma bengala, mas nem sempre consegue estacionar nas vagas destinadas a pessoas com deficiência. "Já caí várias vezes por ter que estacionar longe. Isso acontece principalmente em dias de chuva, quando a bengala escorrega. Já atrasei o pagamento de contas porque as vagas nos bancos estavam todas tomadas por pessoas que não precisam das vagas", reclamou.
Outro que enfrenta dificuldades é o aposentado Luiz Praxedes, 49. Ele é cadeirante e relatou que enfrenta diariamente motoristas que ocupam vagas de deficientes físicos sem estarem credenciados. "Isso acontece várias vezes ao dia. É uma falta de respeito", criticou.
Mesmo com o direito conquistado por lei, muitas vezes os idosos e pessoas com deficiência enfrentam outros problemas. Além de terem suas vagas ocupadas, muitas vezes são agredidos verbalmente quando reivindicam a vaga. A merendeira aposentada Shirley Pereira, 68, destacou que já foi insultada em várias oportunidades.
A coordenadora da CMTU, Danielle Pizaia, esclareceu que não são só os idosos e cadeirantes que podem retirar as credenciais, mas seus acompanhantes também. "E tudo isso pode ser feito de graça. Basta levar a documentação requisitada e em uma semana a credencial fica pronta."
Mas é preciso estar atento à data de validade da credencial. O agente penitenciário Jasão de Oliveira, 68, colocou a credencial emitida pela CMTU ao estacionar o veículo, mas o olhar atento do conselheiro municipal dos direitos do idoso Cláudio Raineri, 76, constatou que a data já estava vencida. "Eu não reparei que ela tinha vencido", justificou Oliveira. Raineri ressaltou que fiscaliza as vagas constantemente e que assim que constata uma irregularidade, liga para a CMTU para fazer a denúncia. "É só ligar no número 3379-7629 que cai na sala dos agentes", apontou.
Vítor Ogawa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

