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Novo modelo não convence usuários

Pontos de ônibus para transporte metropolitano passarão por avaliação técnica; troca definitiva será apenas em 2015

Cesar Augusto
Para muitos passageiros, nova estrutura apenas ameniza o problema; solução seria a construção de um terminal
Londrina – As empresas responsáveis pelo transporte metropolitano de Londrina e região substituíram duas estruturas de pontos de ônibus instaladas em frente ao Terminal Urbano Central, na Avenida Leste-Oeste, área central. O novo modelo é fechado atrás, possui cobertura maior e bancos largos. A exigência da troca da estrutura foi feita pelo Ministério Público, que formalizou o acordo com as empresas por meio da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no início de julho.

O coordenador da Região Metropolitana de Londrina (Comel), Carlos Alberto Maricato, explicou que oito novas estruturas serão instaladas nesta primeira etapa. "O modelo foi elaborado pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e aprovado pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), mas deve sofrer algumas adequações", informou. Segundo ele, técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Urbano do Estado farão avaliações técnicas para sugerir mudanças, caso necessário.

Após a definição do modelo e das especificações técnicas, serão licitadas a fabricação dos pontos de ônibus e a instalação das estruturas. A substituição de todos os 36 pontos deve ser concluída até o início de janeiro. A intenção é garantir mais conforto aos usuários durante o embarque e desembarque para as cidades vizinhas.

No entanto, o modelo instalado não convenceu os usuários. Para o pedreiro Luciano Rosa dos Santos, a nova estrutura não contemplou a necessidade dos passageiros. "Passa mais de 100 pessoas por aqui na volta do trabalho. Com chuva e vento, o ponto não vai abrigar nem metade. No sol, o pessoal vai tentar se esconder, mas também não vai adiantar", desabafou. "É uma falta de responsabilidade e de vergonha mesmo. Faz muito tempo que o pessoal reclama disso aqui", completou o morador de Cambé.

A estudante Luana Muniz Godoy afirmou que o novo ponto de ônibus ameniza o problema, mas a situação só seria resolvida com a implantação de um terminal exclusivo para o transporte metropolitano. "Aqui nas calçadas forma uma fila enorme. Moro em Cambé e é complicado pegar ônibus. Não tem estrutura para os dias de muita chuva e de muito sol", ressaltou.

O segurança Waldemir Giocomelli concorda com a estudante. "Só um terminal resolveria isso aqui ou aqueles pontos de ônibus de Curitiba que são fechados em volta. Eles só estão arrumando os pontos de ônibus porque agora é época de eleição", comentou enquanto aguardava o ônibus com destino a Ibiporã.

Outro problema encontrado pela reportagem foi a instalação de um ponto sobre o piso tátil. De acordo com a assessoria de imprensa da CMTU, o local será readequado após a conclusão das obras.

INVIÁVEL
O coordenador da Comel argumentou que a implantação do terminal metropolitano é inviável. "Isso custaria de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões. O uso de outros espaços de forma provisória também estão fora de cogitação, por enquanto", descartou.
Viviani Costa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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