Oportunidade de buscar conhecimento no exterior
Programa de intercâmbio para universitários oferece bolsas de estudo para 21 países
"Lá (na Austrália) tem muito menos aulas presenciais e disciplinas por semestre e muito mais trabalho e pesquisa", compara Ivan Taiatele, estudante de Engenharia Ambiental
Londrina – O programa Ciência sem Fronteiras (CSF) recebe até o dia 30 de setembro as inscrições dos alunos interessados em participar do intercâmbio acadêmico em 21 países. Criado em 2011 pelo governo federal, o CSF já concedeu 86,1 mil bolsas e tem como meta chegar a 101 mil nos próximos meses. O valor investido é de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a mais de R$ 7,6 bilhões.
O programa permite que o estudante brasileiro tenha contato com pesquisadores, laboratórios e técnicas das melhores instituições do mundo. "Quando retorna, contribui para a transformação da instituição de ensino brasileira. Há ainda os ganhos de vivência cultural que um intercâmbio permite", ressalta, em nota, o Ministério da Educação (MEC), que coordena o programa junto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O CSF é financiado pelas agências Capes e CNPq.
Os candidatos interessados precisam ter nacionalidade brasileira, estar matriculado em cursos das áreas de exatas, biológicas, saúde e engenharias, ter integralizado pelo menos 20% do currículo do curso e no máximo 90%, além de ter realizado o teste do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem) no período de 2009 a 2013. O estudante necessita ainda comprovar proficiência em idioma, de acordo com o país escolhido.
O valor das bolsas e auxílios disponibilizados aos acadêmicos em países europeus é de € 870 por mês, auxílio seguro saúde de 90 por mês, auxílio instalação de 1.320, auxílio material didático de 1.000 e auxílio deslocamento com passagem de ida e volta até a cidade de destino. Nos demais países os benefícios financeiros estão convertidos na moeda local.
Do total de bolsas oferecidas, 80% são para cursos de graduação e os 20% restantes se dividem entre mestrado, doutorado e pós-doutorado. O Paraná é o quinto Estado em número de participantes. As universidades paranaense enviaram ao exterior cinco mil estudantes pelo CSF. Nas primeiras posições aparecem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Entre as universidades do Paraná, a Federal (UFPR) concedeu 1.636 bolsas. Em seguida aparecem Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), com 1.609, Universidade Estadual de Maringá (UEM), com 416, PUC, com 401, e Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 314.
A diretora de Apoio à Ação Pedagógica da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da UEL, Maria Helena Guariente, ressalta que a experiência e as estratégias pedagógicas e de pesquisa vivenciadas pelos estudantes por meio do intercâmbio são compartilhadas no retorno destes pelos colegiados de cursos. "Isso possibilita um novo olhar no projeto pedagógico do curso bem como o incentivo aos outros alunos participarem dessa experiência", frisa.
A diretora aponta que os números atuais demonstram um crescimento crescente na participação de alunos da UEL no programa e também em outros intercâmbios existentes. "Em virtude desse crescimento de internacionalização está sendo criado o Fórum Permanente de Intercâmbio e Mobilidade da graduação e pós-graduação, que fará ações conjuntas entre a Assessoria de Relações Internacionais, a Pró-Reitoria de Graduação e a Pró-Reitoria de Pós-graduação", explica a coordenadora. Atualmente a UEL conta com 45 estudantes estrangeiros.
SERVIÇO
Inscrições para o programa Ciência sem Fronteiras pelo www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/inscricoes-resultados
O programa permite que o estudante brasileiro tenha contato com pesquisadores, laboratórios e técnicas das melhores instituições do mundo. "Quando retorna, contribui para a transformação da instituição de ensino brasileira. Há ainda os ganhos de vivência cultural que um intercâmbio permite", ressalta, em nota, o Ministério da Educação (MEC), que coordena o programa junto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O CSF é financiado pelas agências Capes e CNPq.
Os candidatos interessados precisam ter nacionalidade brasileira, estar matriculado em cursos das áreas de exatas, biológicas, saúde e engenharias, ter integralizado pelo menos 20% do currículo do curso e no máximo 90%, além de ter realizado o teste do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem) no período de 2009 a 2013. O estudante necessita ainda comprovar proficiência em idioma, de acordo com o país escolhido.
O valor das bolsas e auxílios disponibilizados aos acadêmicos em países europeus é de € 870 por mês, auxílio seguro saúde de 90 por mês, auxílio instalação de 1.320, auxílio material didático de 1.000 e auxílio deslocamento com passagem de ida e volta até a cidade de destino. Nos demais países os benefícios financeiros estão convertidos na moeda local.
Do total de bolsas oferecidas, 80% são para cursos de graduação e os 20% restantes se dividem entre mestrado, doutorado e pós-doutorado. O Paraná é o quinto Estado em número de participantes. As universidades paranaense enviaram ao exterior cinco mil estudantes pelo CSF. Nas primeiras posições aparecem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Entre as universidades do Paraná, a Federal (UFPR) concedeu 1.636 bolsas. Em seguida aparecem Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), com 1.609, Universidade Estadual de Maringá (UEM), com 416, PUC, com 401, e Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 314.
A diretora de Apoio à Ação Pedagógica da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da UEL, Maria Helena Guariente, ressalta que a experiência e as estratégias pedagógicas e de pesquisa vivenciadas pelos estudantes por meio do intercâmbio são compartilhadas no retorno destes pelos colegiados de cursos. "Isso possibilita um novo olhar no projeto pedagógico do curso bem como o incentivo aos outros alunos participarem dessa experiência", frisa.
A diretora aponta que os números atuais demonstram um crescimento crescente na participação de alunos da UEL no programa e também em outros intercâmbios existentes. "Em virtude desse crescimento de internacionalização está sendo criado o Fórum Permanente de Intercâmbio e Mobilidade da graduação e pós-graduação, que fará ações conjuntas entre a Assessoria de Relações Internacionais, a Pró-Reitoria de Graduação e a Pró-Reitoria de Pós-graduação", explica a coordenadora. Atualmente a UEL conta com 45 estudantes estrangeiros.
SERVIÇO
Inscrições para o programa Ciência sem Fronteiras pelo www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/inscricoes-resultados
Lucio Flávio Cruz
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

