Wanderlei promete 'lutar' por atletas
Aposentado, o "Cachorro Louco" reclama dos contratos oferecidos e deve entrar para o time de "inimigos" do UFC
Wanderlei Silva esteve em Londrina participando de um seminário no último sábado
Aposentado desde a última sexta-feira, o lutador paranaense de MMA Wanderlei Silva promete dedicar seu trabalho fora do octógono à luta por melhores condições para os atletas da modalidade. A julgar pelo vÃdeo que usou para anunciar sua decisão e pelas primeiras entrevistas que concedeu já como ex-atleta, o "Cachorro Louco" deve adotar uma postura bem mais crÃtica em relação aos ex-patrões e entrar para o time de "inimigos" do Ultimate Fighting Championship (UFC).
Em Londrina, onde esteve no último final de semana para um seminário na Iron Gymnasium, o lutador reafirmou sua intenção de brigar por contratos melhores para os lutadores no UFC. "Quero ser a voz dos atletas, mostrar o que está errado. É um absurdo ter casos de atletas campeões mundiais morando em favela. O evento se aproveita da condição humilde desse atleta, que muitas vezes não tem escolaridade, não tem uma voz. Muitas vezes o empresário não quer bater de frente com o evento porque tem outros atletas. É uma coisa que precisa ser reformulada como um todo", cobrou.
Tão logo foi anunciada, a postura de Wand ganhou a simpatia de outros nomes de peso da modalidade, entre eles grandes desafetos do próprio brasileiro ao longo de sua carreira, como o americano Chael Sonnen. Quinton Rampage Jackson e Tito Ortiz, que deixaram o UFC para lutar no Bellator, também manifestaram apoio a Wand pelas redes sociais. "O bullying contra os atletas tem que parar. Todos deveriam assistir ao vÃdeo publicado por Wanderlei Silva", publicou Ortiz.
Mesmo aposentado, o "Cachorro Louco", que nasceu em Curitiba, será julgado hoje pela Comissão Atlética de Nevada por ter fugido de um teste antidoping surpresa no dia 24 de maio, 40 dias antes do combate com Sonnen. Na primeira audiência, em 21 de agosto, ele não compareceu. Dana White, dono do UFC, ficou furioso e pediu punição publicamente. Diferente de outros lutadores, Silva não se intimidou e abriu guerra contra o chefão.
"Tinha um bom relacionamento, mas as últimas declarações dele não me agradaram. E os atletas não podem falar nada, porque todo mundo depende dele. Exercem um monopólio no esporte e não estão pagando o preço. O evento não está destinando a porcentagem ideal dos ganhos aos atletas. Acho que precisam ver quantos eventos estão fazendo e quanto estão pagando, e aumentar o valor da porcentagem. Esse é o primeiro foco", disse Wand, que contou ter recusado uma proposta de renovação de seu contrato com o UFC, com validade de três anos.
Wanderlei, de 38 anos, fez 48 lutas como profissional no MMA, com 35 vitórias – sendo 27 por nocaute –, 12 derrotas e um empate. No UFC, organização da qual fez parte nos últimos sete anos, foram quatro vitórias e cinco derrotas.
Em Londrina, onde esteve no último final de semana para um seminário na Iron Gymnasium, o lutador reafirmou sua intenção de brigar por contratos melhores para os lutadores no UFC. "Quero ser a voz dos atletas, mostrar o que está errado. É um absurdo ter casos de atletas campeões mundiais morando em favela. O evento se aproveita da condição humilde desse atleta, que muitas vezes não tem escolaridade, não tem uma voz. Muitas vezes o empresário não quer bater de frente com o evento porque tem outros atletas. É uma coisa que precisa ser reformulada como um todo", cobrou.
Tão logo foi anunciada, a postura de Wand ganhou a simpatia de outros nomes de peso da modalidade, entre eles grandes desafetos do próprio brasileiro ao longo de sua carreira, como o americano Chael Sonnen. Quinton Rampage Jackson e Tito Ortiz, que deixaram o UFC para lutar no Bellator, também manifestaram apoio a Wand pelas redes sociais. "O bullying contra os atletas tem que parar. Todos deveriam assistir ao vÃdeo publicado por Wanderlei Silva", publicou Ortiz.
Mesmo aposentado, o "Cachorro Louco", que nasceu em Curitiba, será julgado hoje pela Comissão Atlética de Nevada por ter fugido de um teste antidoping surpresa no dia 24 de maio, 40 dias antes do combate com Sonnen. Na primeira audiência, em 21 de agosto, ele não compareceu. Dana White, dono do UFC, ficou furioso e pediu punição publicamente. Diferente de outros lutadores, Silva não se intimidou e abriu guerra contra o chefão.
"Tinha um bom relacionamento, mas as últimas declarações dele não me agradaram. E os atletas não podem falar nada, porque todo mundo depende dele. Exercem um monopólio no esporte e não estão pagando o preço. O evento não está destinando a porcentagem ideal dos ganhos aos atletas. Acho que precisam ver quantos eventos estão fazendo e quanto estão pagando, e aumentar o valor da porcentagem. Esse é o primeiro foco", disse Wand, que contou ter recusado uma proposta de renovação de seu contrato com o UFC, com validade de três anos.
Wanderlei, de 38 anos, fez 48 lutas como profissional no MMA, com 35 vitórias – sendo 27 por nocaute –, 12 derrotas e um empate. No UFC, organização da qual fez parte nos últimos sete anos, foram quatro vitórias e cinco derrotas.
Rafael Souza
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

