PVC é transformado em órteses e mobiliário
Mais baratas, peças são produzidas manualmente conforme a especificidade de cada paciente
Thais Werneck, mãe de Luisa Helena, comemora a aquisição de uma cadeira de banho adaptada ao tamanho da filha
Para alegria da mãe Elizângela Pinheiro, usando novas órteses nas mãos, Isabelly já consegue pegar os brinquedos e brincar sozinha
Londrina - Desde fevereiro, a equipe de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais da Associação Flávia Cristina estão dividindo suas atividades com a produção de órteses e mobiliário em PVC. Bem mais baratas e com a mesma funcionalidade das fabricadas, as peças – órteses de mão, bengalas, andadores, cadeiras de banho, cadeiras de roda – são produzidas manualmente conforme a especificidade de cada paciente. Segundo uma das fisioterapeutas da equipe, Fernanda Capato Feitosa, a ideia surgiu da necessidade de manter a qualidade na reabilitação. "Não são raros os casos de pacientes que ficaram quase um ano ou mais esperando pela órtese fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sem essas órteses, grande parte do tratamento realizado na instituição acabava se perdendo", comenta.
Dessa forma, a partir de um modelo, a equipe desenvolveu suas próprias peças e o resultado tem sido motivador. "Observamos que muitos pacientes estão conseguindo manter o que é realizado aqui ou, ainda, melhorar o quadro com menos tempo, como em casos de rigidez dos músculos. Isso porque o tratamento consiste numa série de atividades e as órteses, muitas vezes, são parte fundamental desse processo", explica a fisioterapeuta Gloria Hiromi Yamamoto. Segundo ela, tão importante quanto as órteses são as cadeiras de banho. "Pela falta de um mobiliário adequado, muitos pais precisam adaptar banheiras de criança, uma cadeira convencional, ou até mesmo colocam os filhos no chão para conseguir dar banhos nos filhos. Além do perigo de doenças, é uma situação completamente desconfortável ou com perigo de queda."
Cibele Hencklain Blaauw, coordenadora da instituição, comenta que, atualmente, o material adquirido é de uma das marcas mais tradicionais do mercado. No entanto, testes estão sendo feitos com um empresário local, que produz PVC reciclado. "O preço dele é infinitamente menor. Se a experiência der certo, o valor das órteses e mobiliários poderá ser reduzido ainda mais", diz ela, comparando o preço de um andador, que nas lojas sai por R$ 250, ao feito de PVC, que pode sair por um terço do valor. Com o reciclado, o valor pode ser ainda a metade do praticado hoje. Até agora, ela comenta que já foram confeccionadas em torno de 30 peças e a fila de espera já começa a se formar.
Mudanças
Thais e Rogerio Werneck, pais de Luisa Helena, de 5 anos, comemoram a aquisição de uma cadeira de banho adaptada ao tamanho da filha. "As cadeiras que existem no mercado não conseguem comportá-la, por causa da posição. Portanto, dava banho numa banheira de criança. Mas, para isso, precisa ficar segurando ela a todo momento e, ainda, agachada. Agora, tenho a liberdade para deixá-la na cadeira e ter mais autonomia para me movimentar e pegar o sabonete, a toalha, por exemplo", conta a mãe. Para quem tinha essa dificuldade várias vezes ao dia, a pequena grande mudança foi um "divisor de águas". Ela adora tomar banho, entrar debaixo d’água. Como vou negar isso? Com a nova cadeira, temos uma vida nova."
A experiência de Elizângela Pinheiro, mãe de Isabelly, de 3 anos, também é de mudança e alegria. Pouco mais de 20 dias usando as novas órteses nas mãos, a menina já consegue pegar os brinquedos e brincar sozinha. "Ela já usou uma outra órtese e não teve esse resultado. Como essa é personalizada, minha filha está tendo um ótimo resultado. As mãozinhas já ficam abertas sozinhas por mais tempo. Precisa vê-la pegando os brinquedos. São pequenas coisas, mas que significam muito", diz ela. O próximo passo será a aquisição de um estabilizador e órteses para os pés.
Dessa forma, a partir de um modelo, a equipe desenvolveu suas próprias peças e o resultado tem sido motivador. "Observamos que muitos pacientes estão conseguindo manter o que é realizado aqui ou, ainda, melhorar o quadro com menos tempo, como em casos de rigidez dos músculos. Isso porque o tratamento consiste numa série de atividades e as órteses, muitas vezes, são parte fundamental desse processo", explica a fisioterapeuta Gloria Hiromi Yamamoto. Segundo ela, tão importante quanto as órteses são as cadeiras de banho. "Pela falta de um mobiliário adequado, muitos pais precisam adaptar banheiras de criança, uma cadeira convencional, ou até mesmo colocam os filhos no chão para conseguir dar banhos nos filhos. Além do perigo de doenças, é uma situação completamente desconfortável ou com perigo de queda."
Cibele Hencklain Blaauw, coordenadora da instituição, comenta que, atualmente, o material adquirido é de uma das marcas mais tradicionais do mercado. No entanto, testes estão sendo feitos com um empresário local, que produz PVC reciclado. "O preço dele é infinitamente menor. Se a experiência der certo, o valor das órteses e mobiliários poderá ser reduzido ainda mais", diz ela, comparando o preço de um andador, que nas lojas sai por R$ 250, ao feito de PVC, que pode sair por um terço do valor. Com o reciclado, o valor pode ser ainda a metade do praticado hoje. Até agora, ela comenta que já foram confeccionadas em torno de 30 peças e a fila de espera já começa a se formar.
Mudanças
Thais e Rogerio Werneck, pais de Luisa Helena, de 5 anos, comemoram a aquisição de uma cadeira de banho adaptada ao tamanho da filha. "As cadeiras que existem no mercado não conseguem comportá-la, por causa da posição. Portanto, dava banho numa banheira de criança. Mas, para isso, precisa ficar segurando ela a todo momento e, ainda, agachada. Agora, tenho a liberdade para deixá-la na cadeira e ter mais autonomia para me movimentar e pegar o sabonete, a toalha, por exemplo", conta a mãe. Para quem tinha essa dificuldade várias vezes ao dia, a pequena grande mudança foi um "divisor de águas". Ela adora tomar banho, entrar debaixo d’água. Como vou negar isso? Com a nova cadeira, temos uma vida nova."
A experiência de Elizângela Pinheiro, mãe de Isabelly, de 3 anos, também é de mudança e alegria. Pouco mais de 20 dias usando as novas órteses nas mãos, a menina já consegue pegar os brinquedos e brincar sozinha. "Ela já usou uma outra órtese e não teve esse resultado. Como essa é personalizada, minha filha está tendo um ótimo resultado. As mãozinhas já ficam abertas sozinhas por mais tempo. Precisa vê-la pegando os brinquedos. São pequenas coisas, mas que significam muito", diz ela. O próximo passo será a aquisição de um estabilizador e órteses para os pés.
Marian Trigueiros
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

