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Segurança nas lotéricas em debate

PM realizou palestra para orientar comerciantes a agir em situações de risco, como assaltos

Ricardo Chicarelli
A grande maioria das casas lotéricas da área urbana de Londrina possui vidros blindados, câmeras e alarmes de pânico
César Augusto
Encontro com comerciantes foi realizado ontem de manhã
Londrina - O aumento da segurança de funcionários e clientes de casas lotéricas de Londrina foi discutida na manhã de ontem entre a Polícia Militar e comerciantes de Londrina. A ideia da reunião, que aconteceu na superintendência da Caixa Econômica Federal, surgiu após o assalto em uma loja do setor dentro do Shopping Com-Tour em maio deste ano, quando dois homens armados fizeram quatro funcionários reféns.

Segundo o subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Nelson Villa Júnior, o objetivo da palestra foi reduzir as possíveis situações de assalto aos estabelecimentos. "A segurança já melhorou muito após a blindagem de quase todas as casas lotéricas, e a resposta da PM é rápida e eficaz em situações de roubos", garantiu. Durante a palestra foi mostrado como os lotéricos e funcionários deveriam reagir e chamar a PM em situações como essa.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos do Estado do Paraná (Sinlpar), Aldemar Mascarenhas, no ano passado foram registradas apenas duas tentativas de assalto a estabelecimentos em Londrina. Este ano são quatro tentativas. "Mas todas frustradas. O que queremos agora é discutir uma forma de proteger os clientes, porque os funcionários estão atrás do vidro blindado, mas e quem está fora? E quando o funcionário precisa sair para fazer algum serviço? É necessário investir em segurança", acredita.

Mascarenhas afirmou ainda que há aproximadamente três anos as 39 casas lotéricas da área urbana de Londrina começaram as blindagens dos vidros dos atendentes, e colocaram câmeras e alarmes de pânico para relatar situações de assalto. "Tudo isso reduziu cerca de 90% das ocorrências. Era comum o pessoal achar que era muito fácil assaltar lotéricas, pelo fluxo de dinheiro e falta de segurança, mas estão começando a perceber que não é bem assim", afirma.

O capitão Nelson Villa confirmou a percepção do presidente do sindicato dos lotéricos. "Em época de pagamento, tínhamos até um esquema especial de segurança, porque eram relatados até dois assaltos por semana. Essa situação não acontece mais", finaliza.
Paula Barbosa Ocanha
Reportagem Local

Minha opinião
Eu só queria entender porque as autoridades competentes, além de funcionários da área, ainda não se uniram em prol de mais segurança em agências de correiros e casas lotéricas. Tanto para o funcionário como para o cliente. 
chagas balbino
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