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FUTEBOL - LEC perde quatro mandos de campo

Alviceleste foi punido pelo STJD pela confusão no confronto com o Brasil-RS, na semifinal da Série D

Saulo Ohara/01-11-2014
Allan Vieira foi punido com sete jogos de suspensão
Preocupante. Foi assim que o advogado Domingos Moro, que defendeu o Londrina ontem, no julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), definiu a situação do clube. Ele não lamentou o resultado do julgamento, mas sim o que pode vir pela frente. Por causa dos incidentes ocorridos na partida contra o Brasil-RS, no último dia 1º, no estádio do Café, pela semifinal da Série D, o clube foi punido com a perda de quatro mandos de campo, sendo que dois desses jogos deverão ser disputados em um estádio que fique a mais de 100 quilômetros de distância de Londrina e outras duas partidas no Café, mas sem a presença da torcida. O clube ainda foi multado em R$ 20 mil.

Porém, segundo o advogado, além do Londrina, o Brasil e a própria procuradoria, que queria pena máxima para todos os envolvidos, devem recorrer com um arsenal de acusação bem maior. "O resultado foi duro. Não digo que inesperado, mas duro e preocupante de certa forma pelo que ainda pode vir a acontecer. Além desse processo não ter terminado hoje (ontem), a procuradoria vai recorrer, o Brasil também e nós também, mas vão haver desdobramentos perigosos", afirmou Moro.

A defesa do clube gaúcho foi baseada em acusações contra o Londrina e com um farto material de imagens, que mostram o técnico Rogério Zimmermann sendo agredido ao se dirigir ao vestiário, além da agressão ao cinegrafista da RBS TV, Jéfferson Kickhofel. Em ambos os casos, os agressores não estavam credenciados para estar no gramado durante a partida, como mordomo, segurança e o então gerente de futebol, Alex Brasil. "O nome mais citado aqui foi Alex Brasil. Nos vídeos da procuradoria, nos vídeos do Brasil-RS, nos depoimentos, todos foram enfáticos. Além disso, o Brasil-RS trouxe como testemunha o cinegrafista, que disse que deve a vida ao Eduardo Martini. O Rogério (Zimmermann) saindo do campo é agredido, aí corre para o campo para se defender. Enfim, na defesa deles, prejudicaram enormemente o Londrina", resumiu Moro, que criticou a presença excessiva de pessoas não credenciadas no campo.

O Londrina já havia sido punido no Paranaense também por uma atitude intempestiva de um funcionário que não deveria estar dentro do gramado. "A procuradoria vai fazer mais denúncias e que podem impactar no Londrina, embora eu acho que já foi suficientemente punido e com muito rigor", disse, em tom preocupado, o advogado.

JOGADORES


Além dos clubes, 25 membros das duas agremiações foram denunciadas. Do lado do Londrina, a maior punição foi para o lateral esquerdo Allan Vieira. Ele pegou um gancho de sete partidas por ter sido flagrado dando uma voadora em um adversário. Além dele, Anderson, Marcelo Rangel, Diego Prates, Cristovam, Leonardo Dagostini, Bidía, Guilherme Amorin, Robinho e Hiago foram penalizados com seis jogos de suspensão.

No Brasil-RS, o atacante Márcio, que chutou o rosto de um funcionário do LEC, pegou dez jogos de gancho. Já Nunes, Zottele, Gustavo, Ederson e Cirilo pegaram seis jogos cada um. O goleiro Eduardo Martini foi absolvido.

Os técnicos Rogério Zimmermann e Cláudio Tencati foram punidos com um jogo de suspensão cada um. Já o atacante Mádison, do Londrina, que havia sido expulso durante o jogo e não na confusão, pegou gancho de dois jogos.

A tendência é de que tanto o Londrina como os jogadores cumpram as punições já a partir da Copa do Brasil.
Thiago Mossini
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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