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Obama cobra democracia e mais empregos para a África

Em seu último dia de visita ao continente negro, presidente dos EUA critica perpetuação no poder

Saul Loeb/AFP
Obama deixou a Etiópia ontem após encontro histórico com líderes dos países da União Africana
São Paulo - Encerrando uma visita histórica à África, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem para líderes do continente que a promoção de empregos entre os jovens e a garantia de liberdades democráticas é importante para evitar a instabilidade e a desordem. "Precisamos olhar para o Oriente Médio e o Norte da África para entender que um número grande de jovens sem emprego e com vozes sufocadas pode alimentar instabilidade e desordem", disse Obama, acrescentando que os EUA oferecem "parcerias econômicas reais" para o continente. Obama também afirmou que o combate à corrupção e a garantia de direitos humanos são necessários para tornar os países "mais atraentes para investimento externo", levando ao progresso.

A fala de Obama foi direcionada a líderes dos países da União Africana (UA) reunidos em Adis Abeba, capital da Etiópia, sendo a primeira vez que um presidente americano em exercício faz um discurso à UA. Ao encontrar Obama, a presidente da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, disse que os líderes africanos recebem-no não somente "como presidente dos EUA, mas como um deles".

"Eu me ponho diante de vocês como um americano orgulhoso. Eu também me ponho diante de vocês como o filho de um africano", disse o presidente dos EUA. Filho de um queniano, Obama foi recebido como um "superstar" ao visitar o Quênia na semana passada.

PERPETUAÇÃO

No discurso, o presidente americano disse "não entender" líderes que se recusam "a deixar o poder quando seu mandato termina", em referência a ditadores da região e ao presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, reeleito para um controverso terceiro mandato na semana passada após meses de protestos violentos.

"Estou em meu segundo mandato e realmente acho que sou um presidente muito bom. Acho que se eu concorresse, eu poderia ganhar. Mas eu não posso! E está tudo certo com o presidente." Para Obama, quando um líder pensa que é a única pessoa que pode manter unida sua nação, "isso significa que falhou" em sua tarefa. E voltou a se colocar como exemplo: "Ainda há muito que quero fazer para manter a América avançando. Mas a lei é a lei, e ninguém está acima dela." A citação foi feita quando ele comentava o caso do presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, que foi reeleito para um terceiro mandato, descumprindo o limite constitucional de dois períodos.

GÊNERO

O presidente americano também defendeu a igualdade de gênero, afirmando que o progresso dos países africanos depende "do empoderamento das mulheres". Além disso, Obama destacou que a África precisa derrotar o terrorismo, alertando que o progresso do continente depende da segurança e da paz. "Quero que saibam que os EUA estão com vocês [...] para enfrentar o terrorismo", disse. O discurso de Obama à UA marcou o fim de sua viagem oficial de cinco dias à África. Após se tornar o primeiro presidente americano em exercício a visitar o Quênia e a Etiópia, Obama deve retornar a Washington hoje pela manhã.
Folhapress-folha de londrina
UA-102978914-2