Após fuga, 4º DP de Londrina terá gestão compartilhada
Depen e Polícia Civil serão responsáveis pela carceragem do distrito policial; outras medidas são estudadas para reduzir superlotação de delegacias
Pelo menos dez detentos foram levados ontem do CIT para a carceragem do 4º DP
Naylor Robert de Lima, Cartaxo e Santos Neto participaram de reunião na 10ª SDP
A gestão do 4º Distrito Policial, na zona sul de Londrina, passará por mudanças nos próximos dias. A delegacia será administrada de forma compartilhada entre a Polícia Civil e o Departamento de Execução Penal (Depen/PR). Os chamados agentes carcerários auxiliarão na segurança das celas, que ainda estão superlotadas.
A medida foi anunciada após reunião realizada na manhã de ontem entre representantes do Depen/PR, Polícia Civil e Vara de Execuções Penais. Delegados de Londrina e região lotaram o auditório da 10ª Subdivisão Policial. A discussão ocorreu a portas fechadas durante mais de uma hora. Segundo o diretor geral do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, a gestão compartilhada deve ter início até o final desta semana. "A sistemática que vem sendo implementada para a utilização dos agentes carcerários tem que mudar para que a gente possa racionalizar a utilização desses funcionários. Certamente que o 4º distrito terá uma cobertura do Depen porque é necessário que isso aconteça", garantiu.
Na tarde de ontem, pelo menos dez presos foram transferidos do Centro Integrado de Triagem (CIT) da Polícia Civil, na 10ª SDP, região central de Londrina, para o 4º Distrito Policial, na zona sul. Após a fuga de 64 presos na noite do último domingo, a carceragem, que tem capacidade para abrigar 24 presos, estava com, aproximadamente, 80 detentos. Dos 64 foragidos, 27 haviam sido capturados até a tarde de ontem.
Outra medida anunciada é a transferência de detentos dos distritos para vagas que serão abertas na Casa de Custódia de Londrina (CCL), por meio de remanejamento de internos para outras unidades. Também estão em estudo medidas como a transferência de presos para outras unidades; a realização das chamadas audiências de custódia e a intensificação do uso de tornozeleiras em todo o Estado. "Nós temos disponíveis 5 mil tornozeleiras para serem aplicadas no Estado do Paraná. Hoje estamos utilizando apenas mil. O que significa que quem dimensionou isso dimensionou com sobra ou talvez essa sobra não esteja sendo devidamente aproveitada", declarou. A utilização dos aparelhos, segundo Cartaxo, depende do envolvimento dos juízes na concessão dos benefícios.

Já as audiências de custódia no Paraná terão início a partir desta sexta-feira, em Curitiba. A intenção é que a medida seja adotada também no interior. "Essas audiências funcionam da seguinte forma: a pessoa é presa, é feito um procedimento em que não se discute o mérito da situação e os juízes, na presença do acusado, tendo os requisitos previstos em lei, podem analisar a situação e verificar a possibilidade de libertar o preso ou conceder as tornozeleiras", explicou o delegado-chefe da 10ª SDP, Sebastião Ramos dos Santos Neto. Projetos de reformas, ampliações e construções de novas unidades estão sendo reformulados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e não há previsão para a retomada das obras.
O diretor geral adjunto da Polícia Civil no Paraná, Naylor Robert de Lima, ressaltou a importância da gestão integrada para solucionar o problema. "A gente chega a conclusão de que o problema não é só a falta de vagas. O fluxo de presos é muito grande. Precisamos que o sistema tenha uma rotatividade e, por isso, é fundamental a parceria com o Poder Judiciário e o Ministério Público para que fiquem presos apenas os condenados. Infelizmente, hoje alguns presos ficam no sistema até abandonados de assistência jurídica", lembrou. O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, deixou a reunião sem dar declarações à imprensa.
A medida foi anunciada após reunião realizada na manhã de ontem entre representantes do Depen/PR, Polícia Civil e Vara de Execuções Penais. Delegados de Londrina e região lotaram o auditório da 10ª Subdivisão Policial. A discussão ocorreu a portas fechadas durante mais de uma hora. Segundo o diretor geral do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, a gestão compartilhada deve ter início até o final desta semana. "A sistemática que vem sendo implementada para a utilização dos agentes carcerários tem que mudar para que a gente possa racionalizar a utilização desses funcionários. Certamente que o 4º distrito terá uma cobertura do Depen porque é necessário que isso aconteça", garantiu.
Na tarde de ontem, pelo menos dez presos foram transferidos do Centro Integrado de Triagem (CIT) da Polícia Civil, na 10ª SDP, região central de Londrina, para o 4º Distrito Policial, na zona sul. Após a fuga de 64 presos na noite do último domingo, a carceragem, que tem capacidade para abrigar 24 presos, estava com, aproximadamente, 80 detentos. Dos 64 foragidos, 27 haviam sido capturados até a tarde de ontem.
Outra medida anunciada é a transferência de detentos dos distritos para vagas que serão abertas na Casa de Custódia de Londrina (CCL), por meio de remanejamento de internos para outras unidades. Também estão em estudo medidas como a transferência de presos para outras unidades; a realização das chamadas audiências de custódia e a intensificação do uso de tornozeleiras em todo o Estado. "Nós temos disponíveis 5 mil tornozeleiras para serem aplicadas no Estado do Paraná. Hoje estamos utilizando apenas mil. O que significa que quem dimensionou isso dimensionou com sobra ou talvez essa sobra não esteja sendo devidamente aproveitada", declarou. A utilização dos aparelhos, segundo Cartaxo, depende do envolvimento dos juízes na concessão dos benefícios.
Já as audiências de custódia no Paraná terão início a partir desta sexta-feira, em Curitiba. A intenção é que a medida seja adotada também no interior. "Essas audiências funcionam da seguinte forma: a pessoa é presa, é feito um procedimento em que não se discute o mérito da situação e os juízes, na presença do acusado, tendo os requisitos previstos em lei, podem analisar a situação e verificar a possibilidade de libertar o preso ou conceder as tornozeleiras", explicou o delegado-chefe da 10ª SDP, Sebastião Ramos dos Santos Neto. Projetos de reformas, ampliações e construções de novas unidades estão sendo reformulados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e não há previsão para a retomada das obras.
O diretor geral adjunto da Polícia Civil no Paraná, Naylor Robert de Lima, ressaltou a importância da gestão integrada para solucionar o problema. "A gente chega a conclusão de que o problema não é só a falta de vagas. O fluxo de presos é muito grande. Precisamos que o sistema tenha uma rotatividade e, por isso, é fundamental a parceria com o Poder Judiciário e o Ministério Público para que fiquem presos apenas os condenados. Infelizmente, hoje alguns presos ficam no sistema até abandonados de assistência jurídica", lembrou. O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, deixou a reunião sem dar declarações à imprensa.
Viviani Costa
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina


