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Após estreia desgastante, Londrina dá sequência a maratona de jogos

Técnico projetou em até quatro rodadas melhora do ritmo de jogo do Tubarão
O preparo físico dos jogadores do Londrina foi o fator que mais chamou a atenção no empate sem gols com o Cianorte no domingo (20), primeiro jogo das duas equipes no Campeonato Paranaense 2019, uma competição de "tiro curto". Jogadores do LEC apresentaram cãibras e sentiram a falta de ritmo de início de temporada.

O primeiro e o segundo turnos do Paranaense somam 11 rodadas, com semifinais e final de cada um jogadas em partidas únicas. Depois do jogo contra o Cianorte, o técnico Alemão afirmou que tem certeza de que em "duas, três ou quatro rodadas" o time estará em outro nível de futebol.

De domingo até o encerramento do primeiro turno, a Taça Barcímio Sicupira Júnior, no dia 10 de fevereiro, um período de 22 dias, o Londrina terá atuado sete vezes, contando as seis rodadas do Estadual e também a estreia na Copa do Brasil, contra o Americano-RJ, no dia 6 de fevereiro. Caso a equipe não evolua rapidamente no preparo físico, corre o risco de enfrentar dificuldades nas duas competições.

Alemão ressaltou que o Londrina não foi uma equipe covarde ante o Cianorte. "Nós marcamos atrás devido às condições físicas que nós tínhamos. Se estivéssemos em condições físicas melhores, nós marcaríamos mais dentro. O resultado está de bom tamanho diante do tempo de trabalho que nós tivemos", declarou.

O técnico destacou que no intervalo falou para os atacantes Wéverton e Luidy para aguentarem mais 15 minutos. "Falei que depois disso colocaria mais dois de beirada, de velocidade, e a gente ganharia o jogo. Mas aí tivemos a primeira cãibra do Silvio, a cãibra do Marcondes, o Romulo estava reclamando disso e o Marcinho também", destacou.

Os dois zagueiros e Marcinho tiveram que ser substituídos. Devido a esse problema, o técnico não fez as modificações técnicas que pretendia realizar durante a partida.

"É naturalíssimo isso acontecer pelo pouco tempo de trabalho que nós tivemos. O Marcondes faz dois anos que não joga. O Silvio também está com dois anos de lesão. O Marcinho jogou mais no ano passado, mas é um jogador de muita dinâmica dentro de campo. O Romulo também não estava jogando tanto no Atlético-GO", enumerou.

O goleiro Alan também admitiu que o time sentiu a parte física. "É normal a gente sentir, mas a gente suportou ao mesmo tempo. Foi isso que nos deu o empate. A equipe do Cianorte está treinando há bastante tempo e é muito forte fisicamente. A gente teve cãibras, teve desgaste, substituição, mas suportou muito bem. Isso é o mais importante. No decorrer do campeonato, a gente vai evoluindo essa parte, sem dúvida", declarou.


Vítor Ogawa
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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