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Professores no Brasil têm uma das piores remunerações


 Estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre educação, divulgado nesta terça-feira pelo Estado, mostra que o Brasil é um dos países, professores têm pior remuneração.

O documento revelação que a remuneração de um docente brasileiro no ensino médio é cerca de metade da média dos países ricos (a maioria entre as nações que compõem um OCDE) e é menor até do que o outro sul-americano do estudo, o Chile.

Pesquisas já disponíveis que professores bem preparados elevam preparados conforme chances de aprendizagem e sucesso dos estudantes no futuro. Esse efeito é ainda maior entre os alunos mais vulneráveis. A remuneração mais elevada, segundo parte dos especialistas, é uma estratégia para aumentar a atratividade da carreira.

“No Brasil, os salários reais médios dos professores chegam a US $ 24.765 no ensino infantil (inferior à média da OCDE de US $ 38.677), US $ 25,005 no ensino fundamental inicial (inferior à média da OCDE de US $ 43,942), US $ 25.272 sem anos fundamentais finais (inferior à média da OCDE de US $ 46.225) e US $ 25.966 no ensino médio (inferior à média da OCDE de US $ 49.778) ”, diz o relatório, se referindo a valores anuais.

Esses dados incluem também remunerações de diretores de escolas. No caso do Chile, esses salários médios são US $ 28.183 para educação infantil; US $ 27.708 nos anos iniciais do fundamental; US $ 28.358 nas séries finais do fundamental e US $ 29.967 no ensino médio.

O documento explica que essas quantias refletem os salários reais, incluindo pagamentos relacionados ao trabalho. É um valor de média, pois o salário de um professor depende do nível de experiência e sua qualificação profissional, de sua idade e até o lugar em que dá aulas.

Além da dificuldade de o professor brasileiro receber preços mais altos, outro ponto que uma pesquisa aborda é o fato de que muitos educadores estão perto da aposentadoria e há preocupação com a limitação dos quadros docentes. Isso ocorre não apenas no Brasil, mas em diversos países do mundo.

“Uma grande parte dos professores em muitos países da OCDE atingir a idade de aposentadoria na próxima década, enquanto o tamanho da população em idade escolar deve aumentar em alguns países, colocando muitos governos sob pressão para recrutar e treinar novos professores. No Brasil, 11% dos professores do ensino fundamental são considerados jovens (com menos de 30 anos), o que é um pouco abaixo da média da OCDE, de 12% ”, afirma.

“Em média, nos países da OCDE, a proporção de jovens professores in outros níveis de ensino, para 10% no ensino fundamental anos finais e 8% no ensino médio. No Brasil, a proporção de jovens professores permanece a mesma, por volta de 10% em ambos os casos ”, diz o relatório. (Estadão).

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