Dengue ‘migra’ para dentro de residências
Levantamento aponta aumento no índice de infestação em imóveis e decréscimo em terrenos baldios
Londrina - O mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, tem migrado cada vez mais para dentro das residências. Segundo o 4º Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) divulgado na semana passada em Londrina, a infestação de terrenos baldios e fundos de vale caiu de 16,6% (registrado no 3º Liraa) para 15,5%. Já o índice de residências e outros estabelecimentos subiu de 1% do levantamento anterior para 1,1% dos imóveis vistoriados. Entre as residências em que foram encontrados focos do mosquito, 29,5% deles estavam em áreas cobertas, contra 70,5% em áreas descobertas.
Segundo o coordenador de Endemias da Secretaria de Saúde, Nino Ribas, quando um morador realiza constantemente a limpeza do quintal, há uma tendência do mosquito procurar novos locais onde colocar seus ovos. Assim, os alvos são pontos poucos inspecionados pela maioria das pessoas, como reservatórios de água atrás da geladeira, aparelho de ar-condicionado, vasilha de água do animal de estimação e ralos e sifões de ambientes pouco frequentados.
Ribas destacou que os ovos do mosquito podem ficar até um ano e dois meses sem contato com a água, mas quando se molham, em 30 minutos podem eclodir e se transformar em larvas. "É preciso que o morador inspecione esses locais constantemente. Ele deve conferir se há criadouros pelo menos duas vezes por semana", alertou.
O Jardim San Isidro (zona sul) foi o bairro com o maior índice de infestação predial de Londrina, com 2,42% dos imóveis inspecionados com focos do Aedes aegypti, de acordo com o último Lira. O índice geral na cidade ficou em 1% - máximo tolerável pelo Ministério da Saúde. No bairro foi possível ver terrenos baldios com garrafas plásticas, latas e isopores que podem servir como criadouros.
A dona de casa Maria Mercedes Carneiro Filipov, de 80 anos, relatou que pagou para realizar a capina e limpeza de um terreno vizinho. "Mas agora estou me mudando e não sei quem irá fazer isso por aqui", afirmou. Ela destacou que frequentemente os próprios moradores da região jogavam o lixo no local, ressalvando que esse hábito é de alguns moradores mais novos. "Moro aqui há 30 anos e o pessoal antigo não faz isso", garantiu.
CAPACITAÇÃO
Uma equipe de Endemias realizará uma capacitação para os funcionários do Aeroporto de Londrina hoje de manhã. Ribas afirmou que o fato de o aeroporto ficar próximo do San Isidro foi um dos motivos para fazer esse treinamento. A atividade envolve um grupo de oito funcionários do aeroporto e visa melhorar a percepção deles sobre como identificar os criadouros e como proceder para eliminá-los. Três agentes acompanharão o grupo, que percorrerá as áreas restritas ao aeroporto localizando os possíveis focos.
Ribas destacou que paralelamente os agentes continuarão visitando os imóveis e, caso seja constatado um foco do mosquito, a pessoa será notificada e terá 48 horas para eliminar o criadouro. Caso contrário, poderá ser autuada por um fiscal da Vigilância Ambiental.
Desde o início do ano foram registrados 1.456 casos confirmados de dengue em Londrina, sendo 1.444 autóctones. São 7.698 notificações.
Segundo o coordenador de Endemias da Secretaria de Saúde, Nino Ribas, quando um morador realiza constantemente a limpeza do quintal, há uma tendência do mosquito procurar novos locais onde colocar seus ovos. Assim, os alvos são pontos poucos inspecionados pela maioria das pessoas, como reservatórios de água atrás da geladeira, aparelho de ar-condicionado, vasilha de água do animal de estimação e ralos e sifões de ambientes pouco frequentados.
Ribas destacou que os ovos do mosquito podem ficar até um ano e dois meses sem contato com a água, mas quando se molham, em 30 minutos podem eclodir e se transformar em larvas. "É preciso que o morador inspecione esses locais constantemente. Ele deve conferir se há criadouros pelo menos duas vezes por semana", alertou.
O Jardim San Isidro (zona sul) foi o bairro com o maior índice de infestação predial de Londrina, com 2,42% dos imóveis inspecionados com focos do Aedes aegypti, de acordo com o último Lira. O índice geral na cidade ficou em 1% - máximo tolerável pelo Ministério da Saúde. No bairro foi possível ver terrenos baldios com garrafas plásticas, latas e isopores que podem servir como criadouros.
A dona de casa Maria Mercedes Carneiro Filipov, de 80 anos, relatou que pagou para realizar a capina e limpeza de um terreno vizinho. "Mas agora estou me mudando e não sei quem irá fazer isso por aqui", afirmou. Ela destacou que frequentemente os próprios moradores da região jogavam o lixo no local, ressalvando que esse hábito é de alguns moradores mais novos. "Moro aqui há 30 anos e o pessoal antigo não faz isso", garantiu.
CAPACITAÇÃO
Uma equipe de Endemias realizará uma capacitação para os funcionários do Aeroporto de Londrina hoje de manhã. Ribas afirmou que o fato de o aeroporto ficar próximo do San Isidro foi um dos motivos para fazer esse treinamento. A atividade envolve um grupo de oito funcionários do aeroporto e visa melhorar a percepção deles sobre como identificar os criadouros e como proceder para eliminá-los. Três agentes acompanharão o grupo, que percorrerá as áreas restritas ao aeroporto localizando os possíveis focos.
Ribas destacou que paralelamente os agentes continuarão visitando os imóveis e, caso seja constatado um foco do mosquito, a pessoa será notificada e terá 48 horas para eliminar o criadouro. Caso contrário, poderá ser autuada por um fiscal da Vigilância Ambiental.
Desde o início do ano foram registrados 1.456 casos confirmados de dengue em Londrina, sendo 1.444 autóctones. São 7.698 notificações.
Vítor Ogawa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

