AFTOSA - ÍNDICE DE IMUNIZAÇÃO NO PARANÁ SUPERA O DO ANO PASSADO





A poucos dias do fim da vacinação contra a febre aftosa para bovinos e búfalos com até 24 meses, índice de imunização no Paraná supera o do ano passado

Thais D’Ávila/Secom SC
Vacinação termina dia 31; segundo a Adapar, os produtores paranaenses estão protegendo o rebanho e não querem incorrer em falhas de boas práticas

Contagem regressiva para os pecuaristas paranaenses finalizarem a vacinação de bovinos e búfalos contra a febre aftosa no Estado. O prazo para finalizar os trabalhos é a próxima terça-feira, dia 31, para animais com até 24 meses. De acordo com informações da primeira quinzena de maio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), até o momento 60% dos animais nesta faixa etária foram vacinados. O percentual é melhor do que os 40% no mesmo período do ano passado.
O Paraná conta atualmente com um rebanho de 9,2 milhões de cabeças de bovinos e búfalos, sendo que 4,1 milhões com até dois anos de idade e que precisam ser vacinados. Na região de Londrina, entidades ligadas aos produtores confirmavam que todos se mostraram bem eficientes e que em boa parte das propriedades os trabalhos já foram finalizados. Vale lembrar que é necessário comprovar ao governo do Estado a vacinação nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (Ulsas) ou pelo serviço on-line no site da Adapar.
O presidente da entidade, Inácio Kroetz, relata que mais uma vez a vacinação deve atingir 97% nesta fase voluntária, antes das fiscalizações dos técnicos da Adapar nas propriedades em que não foi realizada a vacinação. "Estamos (com números) acima da média dos últimos anos. Não sabemos se, de fato, o produtor está mais ágil ou se é devido ao sistema eletrônico implantado no ano passado, que faz com que as informações cheguem mais agilmente para nós. A utilização do sistema está sendo bem importante", explica.
Após o dia 31, a Adapar já deve começar a fazer as visitas nas propriedades que não cumpriram o prazo. Eles são chamados de produtores refratários. Quem não comprovar está sujeito a multa de R$ 915,70 para quem tem até dez animais na idade de vacinação. Acima desse número, o valor é de R$ 95,17 por cabeça. "De fato, temos atingido ótimas coberturas vacinais nos últimos anos. Os produtores estão protegendo o rebanho e não querem incorrer em falhas de boas práticas", complementa Kroetz.

Rotina consciente
O presidente do Sindicato Rural Patronal de Londrina, Narciso Pissinati, relata que os pecuaristas ligados à entidade finalizaram a vacinação há semanas. Ele explica que essa rotina realizada há muitos anos gerou grande eficiência nas propriedades das regiões. "Na minha propriedade mesmo, não trabalho mais com animais, mas mesmo assim ofereço o curral aos meus vizinhos para realizarem a vacinação. O controle no Estado é bastante rigoroso e isso ajuda a atingir as metas estipuladas. Acredito que em pouco tempo inevitavelmente teremos o status de área livre de febre aftosa sem vacinação", complementa.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni, salienta que os produtores do Estado hoje têm consciência absoluta acerca da vacinação. "Hoje o criador brasileiro não quer correr riscos. Por isso mesmo, depois de todo esse trabalho para atingir tais percentuais elevados de vacinação, acreditamos que ela precisa continuar. Protocolamos recentemente um documento na Secretaria da Agricultura (Seab) e Adapar para que essa situação (de área livre de febre aftosa sem vacinação) seja bem pensada e não ocorra neste momento. É preciso ter um bom senso muito grande antes de tomar essa decisão".

Cuidados
Para aqueles que ainda não realizaram a vacinação, a Adapar recomenda a compra da vacina em estabelecimentos registrados e autorizados. Ela deve ser mantida entre 2 e 8 graus, tanto no armazenamento e transporte, quanto durante o processo de vacinação do gado. A entidade recomenda ainda "adquirir a vacina nas datas mais próximas da aplicação planejada, evitando assim o armazenamento na propriedade por períodos prolongados. Esta medida diminui os riscos que podem comprometer a qualidade e a eficiência da imunização durante a vacinação".

Victor Lopes
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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