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Manifestantes são presos durante visita oficial do governador Beto Richa

Três manifestantes foram presos durante protesto contra Beto Richa (PSDB) em visita oficial do governador do Paraná a Maringá, no norte do estado, na tarde desta sexta-feira (20). O tucano cumpria agenda para anunciar a liberação de recursos a municípios.
Entre os detidos, há um professor da rede estadual de ensino e um membro do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato). O outro homem levado à delegacia também se manifestava em favor das escolas paranaenses, mas não é ligado ao sindicato.
Os servidores tentaram ter acesso ao local em que o governador faria os anúncios, mas foram impedidos por seguranças oficiais. Houve gritaria e agarrões. Os manifestantes alegam ter sido agredidos pela guarda de Richa.
Richa cumpria a agenda oficial para anunciar liberação de recursos a municípios (Foto: AEN/Divulgação)Richa cumpria a agenda oficial para anunciar
liberação de recursos (Foto: AEN/Divulgação)
Os homens foram levados à Delegacia de Maringá e indiciados por "provocar tumulto ao portar-se de modo inconveniente ou desrespeitoso em solenidade ou ato oficial", conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná.
A APP-Sindicato afirmou que os detidos estavam protestando pacificamente e classificou a ação dos seguranças como arbitrária.
Os três seguiam presos, por volta das 20h desta sexta-feira (20). De acordo com a Polícia Civil, eles serão ouvidos e devem ter fiança arbitrada para serem liberados.
Ocupação e merenda
Os manifestantes cobravam, entre outras questões, melhores condições de ensino nos colégios estaduais - pediam, além disso, mais qualidade de merendas, que, segundo o sindicato, não está sendo feita de forma adequada.
Também por melhoria nas merendas estudantes ocupam, desde a quarta-feira (18), o Colégio Estadual José Gerardo Braga, em Maringá. Eles afirmam que as refeições não possuem legumes, verduras e, na maior parte do tempo, falta carne.
Os manifestantes ainda pedem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Merenda e mais rigor nas investigações da Operação Quadro Negro, que verifica o desvio de recursos públicos de obras de escolas estaduais.

"Lamentavelmente, esses estudantes estão sendo usados por um movimento político, partidário, e que não traz nenhum benefício à educação do Paraná. Ao contrário: só traz transtornos", comentou o tucano.


Durante a visita oficial, Richa comentou a ocupação e garantiu, categoricamente, que a entrega e a qualidade das merendas estão normais nas escolas estaduais. O governador garante que os estudantes estão sendo usados por movimentos políticos.
Richa disse que cobrou da secretária de Educação, Ana Seres Trento Comin, sobre a demanda das merendas. A resposta, diz ele, é de que não falta comida nas escolas estaduais.
"Eu cobrei da secretária explicações em relação à acusação de que faltaria merenda na escola. Ela me assegurou que todas as escolas do Paraná têm recebido, regularmente, a sua cota de alimentação para merenda escolar. E me disse mais: os alunos que lá [no Colégio José Gerardo Braga] estão acampados estão se alimentando da merenda existente", disse Richa.
Os estudantes negam que estão comendo merenda e reforçam que toda a comida consumida durante a ocupação é fruto de doações. "Todos esses alimentos são doações trazidas pelos pais, pela comunidade escolar, por apoiadores da nossa causa e da nossa ocupação", afirma Matheus dos Santos, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), um dos líderes do movimento.
G1 PARANÁ

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