ESTÁDIO DO CAFÉ - Luz no fim do túnel




Força-tarefa promete resolver problemas de iluminação até próxima partida; Londrina será julgado hoje por apagões

Marcos Zanutto
Incompatibilidade entre o sistema original e geradores provocou as quedas de energia no estádio; multas podem variar de R$ 100 a R$ 100 mil

A administração municipal garante que os problemas do sistema de iluminação do Estádio do Café serão sanados até sábado, quando o Londrina enfrenta o Tupi, às 16h, pela 6ª Rodada da Série B. Uma reunião na tarde de ontem, comandada pelo prefeito Alexandre Kireeff, definiu pela criação de um grupo de trabalho para evitar novos apagões na praça esportiva.
Nos três últimos jogos noturnos do alviceleste houve falta de energia elétrica, que atrapalhou o andamento das partidas. Pelos problemas ocasionados nas partidas contra o Cruzeiro e o Náutico, o LEC foi denunciado e pode ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da CBF, em julgamento marcado para hoje, a partir das 11h, na Quinta Comissão Disciplinar. Os artigos em que o clube foi denunciado prevê multas que podem variar de R$ 100 a R$ 100 mil.
A força-tarefa será composta por órgãos municipais como Secretaria de Obras, Diretoria de Iluminação, Fundação de Esportes, além da Sercomtel Iluminação, Copel, Londrina e a empresa que tem fornecido os geradores para os jogos do clube.
"É uma situação que não pode mais acontecer e é inaceitável este tipo de ocorrência em um jogo da Série B. Este grupo se reúne amanhã (hoje) já para definir a operação que será realizada no sábado para que não tenhamos mais problemas. Precisamos superar isso", prometeu o prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
De acordo com o chefe do Executivo, a meta do grupo é evitar nova incompatibilidade do sistema de operação dos geradores e do sistema original do estádio. "Isso que tem ocasionado os problemas e o grupo vai definir qual será a fonte de energia do próximo jogo. Mas, nós temos condições de operar com o sistema próprio", garantiu. "Este tipo de problema pode até ser uma exceção, mas não rotina", avalia.
O presidente do LEC, Felipe Prochet, explicou que os apagões foram por motivos diferentes nas três partidas. "Contra o Cruzeiro, houve um curto-circuito e, após a queda, o jogo transcorreu 100% com gerador. Diante do Náutico, alugamos três equipamentos e dois quebraram. Na terça-feira, foi locado um gerador mais moderno que foi incompatível com o sistema elétrico do estádio", revelou. "A opção por utilizar o gerador desde o início da partida contra o Paraná foi em virtude de ser a fonte mais segura e como havia a questão climática, com previsão de chuva, corríamos o risco de ter queda de energia."
Diante da reincidência, o presidente reconheceu que faltou organização e planejamento do clube para evitar as ocorrências. "Acho que faltou mesmo. Até porque no ano passado não tinha exigência de trabalhar com gerador e acredito que pode ter havido uma falta de experiência mesmo", declarou.
Lucio Flávio Cruz
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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