Ricardo Barros faz primeira visita como ministro à região





Barros inaugurou ala de endoscopia no Hospital do Câncer e ouviu reivindicações; revisão do teto do SUS para Londrina só no ano que vem

Rei Santos
"Havia uma subnotificação das ações de saúde praticadas em Londrina que está sendo corrigida este ano", declarou Barros

Em visita a hospitais paranaenses, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, inaugurou na tarde de ontem a ala de endoscopia do Hospital do Câncer de Londrina. Pela primeira vez na cidade depois que assumiu a pasta do governo Michel Temer, Barros ouviu reivindicações de prefeitos e gestores de hospitais da região e detalhou o planejamento que pretende adotar em sua gestão.
O ministro comentou sobre o pedido do aumento do teto do Sistema Único de Saúde (SUS) para Londrina. Atualmente, o Município recebe cerca de R$ 14 milhões por mês para custear consultas, internações e plantões e dos hospitais públicos e filantrópicos. Segundo a prefeitura, a defasagem chega a R$ 2,5 milhões.
Barros reconheceu que Londrina tem aumentado o serviço de saúde nos últimos anos e que esses dados estavam subnotificados. Ele prometeu rever o teto, mas isso só deve ocorrer no próximo ano. "Londrina já aumentou 25% dos seus leitos nos últimos cinco anos. Havia uma subnotificação das ações de saúde praticadas em Londrina que está sendo corrigida este ano. Mas por questões burocráticas teremos que esperar completar o ano para mensurar o tamanho deste aumento nos serviços. Esperamos ter recursos financeiros para poder adotá-lo", explicou.
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) ressaltou o fato do ministério ser chefiado por um representante da região, que conhece de perto os problemas locais. "É uma pessoa que temos acesso com muita facilidade. Parece que a perspectiva melhora a partir de hoje."
Kireeff disse que a recomposição do teto de média alta complexidade é fundamental para que o município possa ofertar serviços na quantidade e qualidade ideal para a população. "Todos os meses o município aporta R$ 980 mil na saúde para complementar parte dessa defasagem. Já nos seguramos por três anos, podemos aguardar mais alguns meses para esta importante medida", comentou.
Barros ouviu as reivindicações das lideranças locais e orientou prefeitos e gestores sobre as mudanças que serão adotadas nos próximos meses. Sobre a questão mais recorrente, a liberação de recursos, o ministro informou que aguarda a liberação do decreto de programação orçamentária, que deve sair na próxima semana. "Eu pedi a recomposição de todos os valores do orçamento de R$ 118 bilhões do orçamento da Saúde e espero ser atendido pela equipe econômica. Só poderei planejar ações após a publicação do decreto."

HOSPITAL DO CÂNCER
A ampliação da ala de endoscopia do Hospital do Câncer de Londrina possibilitará a realização de 3,2 mil atendimentos por ano, média de 271 por mês. No ano passado, com a estrutura ambulatorial antiga, o HCL realizou 2,7 mil exames. Em todo o Paraná, no ano passado foram 86,4 mil atendimentos de endoscopia e, em Londrina, 10,9 mil exames. O hospital é referência no atendimento oncológico para a região, composta por 97 municípios e com uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes.
Para implantar a nova estrutura, o HCL contou com o investimento de R$ 1,1 milhão do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon). Edmilson Garcia, administrador do HCL, destacou a importância da nova ala. "Os pacientes passam a contar com salas amplas e equipamentos de alta tecnologia." Pela manhã, Barros também cumpriu agenda em Toledo, onde liberou R$ 1,8 milhão para o Hospital Bom Jesus.
Celso Felizardo
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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