Professores fazem ‘vigília’ em gabinetes de deputados estaduais



Servidores ocuparam as galerias da Assembleia para pressionar os parlamentares a não votarem nenhuma proposta de retirada de direitos da categoria


Curitiba – Um grupo de aproximadamente 50 pessoas, em sua maioria professores da rede estadual, realizou um protesto em frente à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná ontem. Munidos de faixas e cartazes, os educadores reclamavam principalmente do atraso no pagamento de promoções e progressões por parte da gestão Beto Richa (PSDB). Perto das 14 horas, eles se dirigiram aos gabinetes dos deputados estaduais, onde fizeram uma espécie de vigília, e, em seguida, acompanharam a sessão plenária. A mobilização coincidiu com o "Dia de Defesa do Serviço Público", convocado pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES).
Segundo a secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, que é também membro da coordenação do FES, mais de 20 núcleos de educação foram fechados em todo o Estado. No caso da capital paranaense, o objetivo foi pressionar os parlamentares para que não votem nenhuma proposta de retirada de direitos. No início do mês, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), disse que a administração estudava a possibilidade de enviar à AL uma mensagem revogando a data-base da categoria, uma vez que não havia dinheiro em caixa disponível para pagar a reposição e mais os atrasados. A proposta, contudo, foi temporariamente descartada. De acordo com Marlei, a ideia é repetir a ação nos próximos dias.
O presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), afirmou que os professores são sempre bem-vindos ao parlamento, no entanto, criticou o que chamou de "viés político e partidário" do sindicato da categoria. "Mais uma vez tentam distorcer aquilo que ainda não aconteceu. Vamos aguardar o tempo certo, o momento certo, para depois tratarmos da questão - pontualmente os temas que foram aventados. Eu acredito que já estão, a APP, mais uma vez distorcendo. Aliás, deveriam procurar o (ex-presidente) Lula e a (presidente afastada) Dilma para encaminhar as suas propostas, porque aqui no Paraná não têm guarida", alfinetou.
"Ainda não votamos a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), a primeira vez na história nos últimos 50 anos, porque estamos à espera de que este governo aprove mais maldades contra o funcionalismo. Mas, paralelamente, não deixa de aumentar gastos onde não precisa", discursou o líder do PMDB, Nereu Moura, citando ainda a mensagem que cria 43 cargos comissionados no Teatro Guaíra, ao custo de R$ 3,2 milhões anuais. O presidente da Comissão de Educação (CE) da AL, Hussein Bakri (PSC), contou que hoje haverá uma reunião entre a Casa Civil e os membros da CE para tratar do assunto. A expectativa do próprio Executivo é que, em dezembro deste ano, a dívida com o funcionalismo ultrapasse R$ 700 milhões.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local/folha de londrina
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