Paraná terá 1,7 milhão de doses extras para ‘Multivacinação’



Campanha é direcionada a menores de 5 anos, crianças de 9 e adolescentes entre 10 e 15 anos; vacinação começa na segunda e prossegue até 30 de setembro


Postos de saúde de todo o País vão iniciar, a partir da próxima segunda-feira, uma campanha para incentivar a atualização das cadernetas de vacinação de crianças e também de adolescentes. Para todo o país, o Ministério da Saúde disponibilizará 19,2 milhões de doses extras das 14 vacinas ofertadas na campanha. Ao Paraná serão enviadas 1,7 milhão de doses.
Esta é a primeira vez que adolescentes de 10 a 15 anos serão incluídos na mobilização, que também terá como público-alvo crianças de 9 anos e menores de 5 anos. A campanha, chamada de "multivacinação", também apresenta uma mudança de enfoque neste ano.
Antes, o Ministério da Saúde costumava aproveitar as campanhas de imunização contra a poliomielite, realizadas sempre em meados de agosto, para atualizar as cadernetas e verificar se havia crianças que ainda não tinham recebido todas as doses recomendadas de algumas vacinas.
Agora, com as mudanças recentes na campanha de vacinação contra a pólio, o foco foi ampliado para a atualização das doses de todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação e recomendadas a crianças e adolescentes.
O objetivo é reduzir o número de não vacinados no País e aumentar a proteção de adolescentes, público que possui índices mais baixos de adesão a vacinas, como a do HPV. "É um público mais resistente a buscar os serviços de saúde", diz a coordenadora-geral substituta do Programa Nacional de Imunizações, Ana Goretti. "Queremos melhorar a cobertura vacinal desses adolescentes."
Ela reforça a importância de que os pais e responsáveis levem os filhos aos postos de saúde para verificar se todas as doses recomendadas de vacinas já foram aplicadas. "Não adianta tomar só uma dose se tem duas ou três. É fundamental tomar de forma adequada para que de fato a criança fique imune às doenças."
Ao todo, serão ofertadas 26 milhões de doses de diferentes vacinas - destas, 19,2 milhões são de doses extras para imunizações contra a hepatite A, poliomielite e febre amarela, por exemplo, além das conhecidas vacinas tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), pentavalente, entre outras.
A campanha seguirá até o dia 30 de setembro. O dia de mobilização nacional em relação à campanha, chamado de "dia D", ocorrerá em 24 de setembro.

NOVO ESQUEMA
Neste ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema de dosagem de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. As mudanças atendem a recomendações de especialistas e da Organização Mundial de Saúde (OMS).
No caso da pólio, por exemplo, a proteção passou a ser feita com três doses da vacina no formato injetável no 2º, 4º e 6º mês de vida do bebê e duas doses de reforço com a vacina oral, a famosa "gotinha", aos 15 meses e aos 4 anos. Antes, a vacinação era feita com duas doses injetáveis e três orais.
Já a vacina contra o HPV, indicada para meninas de 9 a 13 anos, passa a ser aplicada em duas doses – antes, eram três. A alteração ocorre após estudos mostrarem que não há mudanças na proteção com a redução de uma dose.
As demais mudanças feitas neste ano atingiram a vacina meningocócica – cuja dose de reforço passou a ser recomendada um pouco mais cedo, a partir dos 12 meses do bebê, até os quatro anos– e pneumocócica, que passou a ser administrada em duas doses, aos dois e quatro meses, com reforço também a partir de 12 meses. (com Ministério da Saúde)
Folhapress/FOLHA DE LONDRINA
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