Eleição e greve de professores devem marcar semana na Assembléia Legislativa





Ademar Traiano (PSDB) deve ser reeleito hoje presidente da Assembleia Legislativa


Curitiba – A semana na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deve começar com a reeleição de Ademar Traiano (PSDB) para a presidência da Casa, no mesmo dia em que tem início mais uma greve dos professores da rede estadual. Como já era esperado, apenas a chapa "Parlamento Forte", do tucano, se inscreveu na disputa, relativa ao biênio 2017/2018. A votação acontece nesta segunda-feira, às 14h30, por meio do painel eletrônico. Não haverá outros itens na chamada ordem do dia.
Sem projetos de lei na pauta, os deputados se preocuparão apenas com o pleito interno. A expectativa, porém, é de que nas datas seguintes a mobilização dos servidores públicos, em especial dos educadores, volte a repercutir no parlamento. Os trabalhadores programaram "vigílias" e mobilizações nos gabinetes parlamentares. Também não descartaram realizar acampamentos e protestos nas galerias da AL.
Na quarta-feira, às 14 horas, na sede da Sanepar, em Curitiba, já está marcada uma audiência pública para tratar da proposta de revogação da data-base do funcionalismo. Embora o Executivo tenha suspendido a tramitação da mensagem 43/2016, que adia a reposição inflacionária das diversas categorias, o que o Fórum das Entidades Sindicais (FES) reivindica é a retirada em definitivo das emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. O prazo para aprovação da LDO e da Lei Orçamentária Anual (LOA) é o final de dezembro, quando a questão precisa estar definida.
O comando de greve se reunirá ainda na quarta, para decidir se convoca uma assembleia. O temor é de que cenas como as registradas durante a paralisação do ano passado se repitam. No dia 29 de abril de 2015, ponto mais emblemático daquela mobilização, a Polícia Militar (PM) reprimiu com violência uma manifestação em frente à AL, deixando mais de 200 pessoas feridas.
Após a aprovação da reforma na Paranaprevidência, a categoria disse estar em luto, mas prosseguiu de braços cruzados. O movimento só terminou mediante o acordo da data-base, que agora está em risco. Não há, conforme a administração estadual, verba suficiente para arcar com o compromisso, estimado em R$ 2,1 bilhões, e mais com o pagamento de promoções e progressões atrasadas, na ordem de R$ 750 milhões.

ELEIÇÃO

Dos atuais nove integrantes da Mesa Executiva da AL, dois serão trocados. Ney Leprevost (PSD), que concorre à Prefeitura de Curitiba, e Ademir Bier (PMDB) darão lugar a Guto Silva (PSD) e Wilmar Reichembach (PSC), respectivamente. Assim, a oposição, que costumava ocupar a segunda secretaria, ficará sem nenhum cargo na direção do parlamento. Com número insuficiente até mesmo para montar uma chapa, a bancada, de sete deputados, ficou de se reunir na segunda-feira, antes da eleição, para definir como proceder: votar ou se abster.
Ao invés de manter o PMDB, que passou de oito para quatro representantes na última janela partidária, Traiano optou por "acomodar" as duas siglas controladas pelo deputado licenciado Ratinho Jr. (PSD), mais votado no pleito de 2014. O bloco informal do hoje secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano conta com 14 parlamentares, sendo oito do PSD e seis do PSC. O possível retorno de Ratinho à AL volte e meia é especulado nos bastidores. Ele não esconde o sonho de suceder Beto na chefia do Palácio Iguaçu, posto também pretendido pela vice-governadora Cida Borghetti (PP).
De acordo com o candidato à reeleição, as alterações foram definidas em comum acordo com as lideranças partidárias e blocos. "É uma chapa de consenso", afirmou, em entrevista coletiva. Ao contrário do que acontece na Câmara Federal e no Senado, na Assembleia do Paraná a reeleição aos cargos de direção do Legislativo é permitida. A proposta de acabar com a recondução chegou a ser discutida durante a reforma do regimento interno, entretanto, acabou rejeitada.
Ademar Traiano foi eleito em 1º de fevereiro de 2015, em substituição a Valdir Rossoni (PSDB), que se elegeu deputado federal. Além de Bier, o hoje chefe da Casa Civil contou com Artagão Júnior e Stephanes Júnior em seus mandatos. Ambos, na época, estavam no PMDB, tendo migrado para o PSB devido a um racha no comando da sigla. Nas gestões anteriores, também houve oposicionistas na Mesa. Com Nelson Justus (DEM), Elton Welter (PT) ocupou a terceira secretaria, enquanto que com Hermas Brandão (PTB) quem teve espaço foi Natálio Stica (PT).
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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