ALERTA - Dengue ameça municípios da região



Miraselva - No início de 2016, o município de Miraselva (Centro-Norte) tinha um alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, arboviroses e febre amarela urbana. O Levantamento do Índice por Amostragem feito em janeiro de 2016 apontava uma incidência de 8,8% do inseto quando o preconizado pela Organização Mundial da Saúde é de até 1%. Na época, o resultado do LIA fez soar o alarme na Secretaria Municipal de Saúde, que intensificou as ações de prevenção e conseguiu manter a dengue longe dos 1.885 habitantes durante todo o primeiro semestre, apesar da proximidade com municípios com epidemia da doença, como Guaraci, onde a incidência da dengue no início de 2016 era de 331,25 a cada 100 mil pessoas. Mas a vulnerabilidade sanitária de Miraselva ficou evidente no segundo semestre, quando a cidade registrou sete casos, todos importados. Um ano depois, a dengue volta a ameaçar a população. O índice de infestação do mosquito voltou a crescer, com 6,8%, colocando Miraselva no terceiro lugar entre as cidades com maior risco de infestação do mosquito na área de abrangência da 17ª Regional de Saúde, atrás de Tamarana (8,03%), na Região Metropolitana de Londrina, e Guaraci (7,5%), também na região Centro-Norte do Estado.
Os números preocupam as autoridades de saúde. Em municípios com população reduzida, bastam poucos casos para que seja decretada situação de epidemia e além do índice de infestação estar elevado em Miraselva, duas cidades próximas também figuram na lista dos municípios com maior número de focos do mosquito Aedes aegypti, divulgada na semana passada pela 17ª Regional de Saúde: Guaraci e Florestópolis, com 5,4% de infestação do inseto.
"No último LIA que fizemos em 2016, em novembro, o índice de infestação era zero. Em dezembro, como forma de prevenção para o período de chuva, fizemos arrastão, carreata, colocamos carros de som na rua, foram feitos avisos na igreja, avisos no boleto de água e as visitas dos agentes de saúde não pararam. Mesmo com todas as ações, fomos surpreendidos com esse número (6,8%). Dá a impressão de que a gente não está fazendo nada", disse a secretária municipal de Saúde de Miraselva, Creide Vieira de Melo.
Na cidade há seis casos suspeitos de dengue aguardando os resultados do exame laboratorial. Após as notificações, a Secretaria de Saúde tomou as medidas de emergência, que são o bloqueio mecânico, com a remoção dos focos do mosquito, o bloqueio com inseticida por meio da bomba costal em um raio de 300 metros e a busca ativa. Nos imóveis onde foram encontrados focos, os responsáveis também foram notificados.

Agentes de Saúde atuam no combate e controle da doença
Agentes de Saúde atuam no combate e controle da doença


ÚLTIMO RECURSO
Com apenas uma agente de Endemias e quatro agentes comunitárias atuando no combate e controle da dengue em Miraselva, se não houver colaboração da população, dificilmente a dengue será erradicada do município. "Muitos ainda não acreditam e não têm medo da doença, acham que não vai acontecer e não criaram o hábito de limpar o quintal regularmente. E as pessoas ainda esperam muito pelo poder público. Não sentem que a responsabilidade é deles. Muitos querem que a gente aplique o veneno, mas o veneno é o último recurso. Quando temos que usar o veneno é porque a gente já perdeu para a dengue", afirmou a coordenadora de Endemias de Miraselva, Edina Mara Souza Toratti. (Leia mais na pág.2)
Simoni Saris
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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