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'Tinham ido ao médico', diz mulher que perdeu mãe e cunhada em acidente com carro da PM em Curitiba


Duas familiares de Sandra Maria Silva estão entre as quatro vítimas que morreram atropeladas por um carro da Polícia Militar (PM) em um ponto de ônibus na Linha Verde, em Curitiba, na terça-feira (31).
Ela conta que a mãe Vergínia Gouvea Enes e a cunhada Elizandra Maltezo Araújo Lustoza "tinham ido ao médico".
"A minha cunhada tinha levado a minha mãe no Erasto [Hospital Erasto Gaertner] Elas tinham ido lá fazer um exame. Era muito difícil irem naquele ponto. Meus irmãos costumavam levá-la de carro", conta. O acidente aconteceu próximo ao viaduto da Avenida das Torres, em Curitiba.
Sandra relata que viu o acidente na televisão à tarde. "Também recebi um vídeo no Whatsapp, mas não dei muita bola porque não gosto de receber esse tipo de coisa", lembra. Sandra conta que só soube da morte dos famíliares à noite. "Uma tragédia", afirma. 
De acordo com o Instituto Médico-Legal (IML) e com informações da prefeitura, as quatro vítimas do atropelamento são:
  • Fabiana Maria da Silva, de 29 anos, operadora de telemarketing: ela deve ser velada e enterrada nesta quarta-feira (1º), em Diadema, no interior de São Paulo;
  • Vergínia Gouvea Enes, de 67 anos, comerciante: ela deve ser velada nesta quarta-feira no bairro Tatuquara, em Curitiba, e enterrada em Campina Grande do Sul, na região metropolitana, também nesta quarta-feira.
  • Franciele Aparecida dos Santos, de 33 anos, operadora de telemarketing: ela deve ser velada e enterrada no bairro Orleans, em Curitiba, nesta quarta-feira.
  • Elizandra Maltezo Araújo Lustoza, de 32 anos, atendente: ela deve ser velada no bairro Tatuquara, em Curitiba, nesta quarta-feira, e enterrada na Lapa, na Região de Curitiba.
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Fabiana e Vergínia morreram na hora. Já Franciele e Elizandra chegaram a ser socorridas com vida, mas morreram no Hospital Cajuru.
Além das quatro vítimas, o policial militar Jesse Fernandes Junior, de 39 anos, teve ferimentos leves e foi levado para o Hospital Cajuru. Ele, que trabalha na polícia há 20 anos, teve alta no mesmo dia.
O IML também informou que os policiais militares que se envolveram no acidente compareceram ao instituto para colher material para exames de dosagem alcoólica e toxicológico.
O carro policial também bateu em outros dois veículos que trafegavam no sentido contrário. Um dos motoristas, que preferiu não ser identificado, conta que ouviu o barulho do carro da polícia e que só viu o veículo indo na direção dele.
"O fluxo estava meio lento, estava meio tranquilo. Quando eu escutei o estrondo, procurei de onde era. A hora que olhei, vi a traseira do carro da polícia no meu carro", relatou. A testemunha não soube dizer se o veículo da PM estava com a sirene e o giroflex ligados.
A PM lamentou o acidente e disse acreditar que foi uma fatalidade e que não houve excesso de velocidade. Afirmou, ainda, que vai investigar o caso. A polícia não informou para qual ocorrência os policiais estavam indo. 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também esteve no local e afirmou que o veículo policial estava com sirene e giroflex ligados e trafegava a aproximadamente 60 km/h.
"Para evitar o atropelamento de um pedestre que atravessava a rodovia fora da faixa de segurança, o policial que dirigia a viatura fez uma manobra brusca à esquerda e acabou por perder o controle do veículo", diz a PRF, em nota. 


FONTE - G1 PARANA


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