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Resgate encontra outras três vítimas de naufrágio

Ontem três corpos foram sepultados em Londrina, Rolândia e Alvorada; buscas continuam em Porto Murtinho

Londrina- A equipe de resgate encontrou na manhã de ontem outros três corpos de vítimas do naufrágio da embarcação que afundou em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, depois que ela foi atingida por um tornado. O barco-hotel naufragou no Rio Paraguai na última quarta-feira e estava com 27 pessoas à bordo dos quais 16 eram turistas e onze tripulantes. Segundo a escrivã da Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho, Berenice Gonzalez, os três foram localizados ainda no período da manhã, mas nenhum deles foi identificado. A necrópsia e a perícia foi realizada às margens do Rio Paraguai, devido ao grau avançado de decomposição.

Desde que as buscas foram iniciadas já foram resgatados os corpos de Sidinei Romano, Antônio Moacir Pontelo, Leandro Donizete Alves, Elói Muller, Paulo Aparecido da Silva, Manuel Coelho, Marcos de Aguiar Luz e do paraguaio Dario Talaveira Diaz, que trabalhava na embarcação. Outras três pessoas permanecem desaparecidas.

Ontem pela manhã o corpo de Marcos de Aguiar Luz foi encaminhado para Rolândia e o de Manuel Coelho foi encaminhado para Alvorada do Sul. Já o do engenheiro agrônomo Elói Muller chegaria no início da tarde de ontem em Londrina. No Cemitério Parque das Allamandas centenas de pessoas aguardavam para realizar a última homenagem para ele. Entre elas estava a dentista Terezinha de Oliveira, companheira de Muller. "Era sempre cordial, simpático e sempre agia com ética", afirmou. Segundo ela, Muller era uma pessoa comunicativa, amiga e que se dava bem com todas as pessoas e também tinha uma cultura profissional extremamente respeitada no meio dele. "Conheci o Elói como uma pessoa bastante requisitada em seu meio", ressaltou.

Elói graduou-se em Engenharia Agronômica em Bandeirantes (norte) e passou os últimos 20 anos trabalhando na multinacional Dupont. Ele nasceu no Rio Grande do Sul e passou por várias cidades antes de se estabelecer em Londrina. Terezinha ressaltou que Elói gostava de fazer um peixe que era conhecido como o "peixe do Elói", que as cooperativas sempre pediam para ele preparar. "Era um amigo, uma pessoa com a qual a gente podia confiar. Uma pessoa que o mundo está precisando", declarou.

O engenheiro agrônomo Eduardo César Pianta, de 43 anos, era um dos melhores amigos de Elói. "Trabalhamos juntos há 16 anos. Era o meu segundo pai. Até agora não acredito que ele está morto. Sou de Palotina (Oeste) e antes dessa tragédia ele esteve em casa, onde ficou por quatro dias. Eu o chamava de querido velhote", expôs. Pianta revelou que este ano já tinha viajado com ele para pescar em outras quatro oportunidades. "Era um companheiro de todos, principalmente de seus filhos Gustavo e Bruna".
Vítor Ogawa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

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