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Reunião discute segurança nas unidades de saúde

Direção da rede de urgência e emergência do município busca soluções para tranquilizar funcionários e pacientes que procuram atendimento

Fotos: Anderson Coelho
Guarda Municipal mantém a vigilância em algumas unidades, como a UPA
Na UBS do Parque Ouro Branco, na zona sul, não há guardas municipais ou vigias particulares
Londrina – Uma reunião entre representantes das secretarias municipais de Saúde e de Defesa Social foi agendada para a próxima segunda-feira com o objetivo de discutir a segurança nas unidades de saúde da rede de urgência e emergência. Na noite do último sábado, dois rapazes armados entraram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, na zona oeste, e atiraram contra um adolescente de 17 anos. A vítima, que já estava sendo perseguida pela dupla, foi baleada na cabeça e morreu no local. Dois guardas municipais faziam a vigilância na UPA, mas não conseguiram evitar o crime.

O diretor de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Eduardo Cristofoli Silva, informou que a situação registrada no último final de semana foi atípica, mas será necessário buscar novas estratégias para evitar prejuízos maiores aos funcionários e pacientes em atendimento. "Temos que analisar, por exemplo, mudanças no acesso à porta principal. Os pacientes precisam ter acesso rápido para procurar o atendimento, mas isso não pode ser facilitado para quem tem outras finalidades", destacou.

Silva lembrou que a Guarda Municipal mantém a vigilância em algumas unidades, mas outras medidas podem ser adotadas para reforçar a segurança. "O nível de estresse dos funcionários que atuam em um pronto atendimento já é alto. Eles podem receber pacientes com dor de garganta ou com uma parada cardíaca e estão preparados para isso, mas precisam de tranquilidade para trabalhar", afirmou o diretor.

A situação de cada unidade da rede de urgência e emergência será analisada de forma pontual. Na UBS do Jardim Leonor, na zona oeste, guardas municipais se revezam na vigilância 24 horas. O reforço na segurança ocorre desde o mês de abril, quando homens armados invadiram o setor destinado aos atendimentos de plantão. Os assaltantes roubaram celulares e dinheiro dos servidores.

Na unidade do Conjunto Maria Cecília, na zona norte, não há guardas municipais durante a noite. O expediente segue até às 23 horas sem monitoramento na entrada principal. Já na UBS do Parque Ouro Branco, na zona sul, não há guardas municipais ou vigias particulares. A unidade assumiu os atendimentos de plantão antes realizados pela UBS do Jardim União da Vitória, que está em reforma. "Trabalhamos com medo. O posto atende até as 23 horas sem segurança nenhuma", revelou um servidor que preferiu não ser identificado.

Conforme ele, um vigia particular atuava na UBS do Jardim União da Vitória, mas o profissional não foi remanejado para a unidade do Parque Ouro Branco. "As equipes têm mais mulheres, inclusive no turno da noite. A praça que fica em frente ao posto é frequentada por usuários de drogas. As equipes têm medo de que aconteça alguma coisa dentro da unidade e quem precisa esperar pelo ônibus para voltar para a casa tem medo de ser assaltado", comentou.

O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, afirmou que o fato ocorrido na UPA do Sabará será tratado de forma pontual. "Foi uma ocorrência incomum e vamos traçar novas estratégias", resumiu. Conforme ele, a GM é formada por 368 homens e mulheres, efetivo insuficiente para garantir a segurança nas escolas municipais e nas unidades básicas de saúde.

"Conseguimos reforçar a vigilância em alguns postos. Em outras unidades, os guardas permanecem nos locais nos horários de entrada e saída dos funcionários. Não temos como cuidar de todas as demandas do município. Para manter a vigilância durante 24 horas em um dos postos, por exemplo, precisamos de oito guardas no total. A gente tem feito o que é possível", adiantou.
Viviani Costa-FOLHA DE LONDRINA
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