Temporal provoca mortandade de frango em Tamarana



Donos do aviário estimam prejuízos em R$ 400 mil: "Os frangos iriam para o abate na semana que vem. É um prejuízo muito grande"


O temporal que atingiu a região Norte na madrugada desta segunda-feira (5) provocou prejuízos na zona rural de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina). O fornecimento de energia elétrica foi suspenso, devido a queda de árvores. Em um aviário, quase 50 mil frangos morreram sufocados. A chuva deixou estragos nas estradas rurais, o que dificultou o escoamento da produção de hortaliças.
Segundo nota da Copel (Companhia Paranaense de Energia), o fornecimento de energia foi interrompido em 18 mil unidades consumidores da região Norte, principalmente nas áreas ruais dos municípios do Vale do Ivaí e entorno de Apucarana.
Em Tamarana, 600 consumidores ficaram sem energia. O fornecimento foi praticamente normalizado no fim da tarde. Às 17h30, havia ainda 1,1 mil consumidores sem energia, principalmente nos municípios de Grandes Rios e Rio Branco do Ivaí, onde os acessos às áreas rurais são dificultados por conta das más condições das vias.
Na comunidade Cachoeirinha, a 10km de Tamarana, a falta de eletricidade atingiu 18 aviários. Cerca de 90% da produção de frango da propriedade de João Ademir Pasquim, integrado de uma empresa de Jaguapitã (Região Metropolitana de Londrina), morreu por sufocamento. O aviário é fechado, e a ventilação, feita por um exaustor. "Temos gerador, mas como caiu só meia fase, ele não ligou. Acabaram a ventilação, a comida, a água, e 20 minutos depois eles começaram a morrer. Não deu tempo para fazer nada. Foi um desespero", comentou Lais Lorraine Pasquim, filha do proprietário do aviário.
O prejuízo é em torno de R$ 400 mil. "Os frangos iriam para o abate na semana que vem. É um prejuízo muito grande. Não sei como vamos fazer", disse Pasquim. A família tem seis granjas na região, onde produzem em torno de 120 mil frangos. A propriedade atingida é a maior com dois barracões e cerca de 50 mil aves. Segundo a Copel, os consumidores que se viram prejudicados pela falta de energia podem ingressar com um pedido de ressarcimento em qualquer agência de atendimento da companhia.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, comentou que um incidente como este compromete a produção da agroindústria. "Esse volume de mortandade é como se fosse um dia de abate da indústria. A empresa vai ter que se articular para resolver a falta dessas aves", disse. A região da Londrina produz 20,92% da produção paranaense, que foi de 136.910.766 cabeças em abril.

HORTALIÇAS
O produtor de hortaliças Guilherme Henrique Chanan Júnior, de 46 anos, também teve problemas com a chuva. A força da água causou erosão na Estrada Água da Mina, na comunidade de Rio Claro, em Tamarana. A propriedade ficou isolada. "Estamos sem acesso e sem energia elétrica. Para sair daqui só com trator. Caminhão não passa", disse Júnior. Ele produz repolho, couve-flor e hortaliças. "O prejuízo na lavoura não foi tão grande, porque estou com pouca coisa na terra. Mas não tem como escoar a produção. Hoje (segunda-feira), não colhi nada", comentou.
De acordo com o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), até o meio-dia desta segunda-feira choveu 100 milímetros. "Essas chuvas são resultado do fluxo de umidade do Norte do País e o avanço de uma frente fria que está passando pelo oceano. Isso aumenta a instabilidade, que deve continuar até quinta-feira. A região central do Estado e norte dos Campos Gerais registraram volumes de até 115mm", comentou o meteorologista Paulo Barbieri. (Colaborou Luís Fernando Wittemburg, Grupo FOLHA)
Aline Machado Parodi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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